Um dos principais braços do Rio Paraná, totalmente seco. É a pior baixa dos últimos 77 anos e, segundo o Instituto Nacional da Água (INTA), a situação vai se agravar nos próximos meses.
Problemas ambientais

O flagelo do rio Paraná, que enfrenta sua pior seca em 70 anos

Fotografias: Sebastián López Brach|

O segundo curso hídrico mais extenso da América do Sul padece diante de uma baixa histórica no nível da água. Em seu delta, no leste da Argentina, pântanos são ameaçados pela seca e pelos incêndios —muitas vezes propositais, feitos em meio a uma disputa por terra causada pela pecuária. Em 2020, mais de 300.000 hectares de pastagens e florestas foram queimados na área, devastando a fauna e a flora nativas. Em 2021, com as águas em nível mais baixo nos últimos 77 anos, o risco ao ecossistema é ainda maior; um bioma fundamental e que tem papel enquanto reserva de água doce e também para filtrá-la e evitar inundações. Nesta reportagem fotográfica, feita entre 2018 e 2021, o EL PAÍS percorre o trecho final do Paraná para mostrar as consequências desse desastre natural —e quais os efeitos causados nas comunidades que dependem dos pântanos para sobreviver

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