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Rezar para os “santos flagelados”, uma romaria com dor e história no Ceará

Rezar para os “santos flagelados”, uma romaria com dor e história no Ceará

Famílias inteiras chegavam aos montes nos campos de concentração do Ceará para fugir da seca, seduzidas pela promessa de serviço e alimentação pelo Governo. Dos seis campos que existiram lá, apenas um deles mantém as ruínas de pé, na cidade de Senador Pompeu. Ali, milhares de pessoas caminham cerca de seis quilômetros todos os anos para homenagear os que morreram de fraqueza naqueles tempos. E lhes rogam promessas, porque há uma crença no sertão de que os flagelados sofreram tanto em vida que viraram santos

Especial Sertão

“Veio a peste, mas neste ano Deus mandou a chuva para encher a cisterna”

Beatriz Jucá|Quixeramobim e São Paulo|

As cisternas, uma política pública que vem sendo descontinuada no Brasil nos últimos anos, são um alento para as famílias do sertão durante a pandemia do coronavírus. Graças a elas, famílias têm água no quintal de casa e algum meio para evitar a fome e garantir a permanência delas no campo em meio às atuais crises sanitária e econômica