As líderes mundiais se somam à luta feminista no Dia Internacional da Mulher mais global

Chefes de Governo como Theresa May, Angela Merkel e Jacinda Ardern defenderam a necessidade de equiparar os direitos entre homens e mulheres

Día Internacional de la Mujer
A primeira-ministra de Nova Zelândia, Jacinda Ardern, em uma coletiva de imprensa na passada sexta-feira em Sidney. AFP PHOTO

As reivindicações feministas estão sendo ouvidas neste 8 de março nas ruas e também nos gabinetes. Em uma das jornadas mais globais na história do Dia Internacional da Mulher, com mobilizações convocadas em mais de 170 países, as mulheres com poder decisório se somaram à jornada de protesto anunciado mais reformas para avançar no caminho da igualdade de gêneros no trabalho, na política e na educação.

Theresa May, primeira-ministra britânica

A primeira-ministra britânica, Theresa May, prometeu uma reforma na lei contra a violência doméstica. “Nem todos os abusos são físicos. Por esse motivo, pela primeira vez incluiremos na definição de violência doméstica o abuso econômico, além de outros tipos de abuso que não são físicos”, escreveu a líder conservadora em um artigo publicado no The Guardian, onde prometeu também ampliar a proteção às vítimas de violência de gênero e promover uma intervenção mais rápida e eficaz da polícia e dos tribunais.

 Angela Merkel, chanceler alemã

A chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, divulgou um vídeo por ocasião do Dia Internacional da Mulher lembrando que a luta pela igualdade de gênero não terminou: “Ainda resta muito por fazer em nosso país com relação aos direitos da mulher e das novas tarefas para os homens”. Merkel, a primeira mulher a liderar um dos dois grandes partidos alemães e também a primeira a alcançar a Chancelaria, apontou a necessidade de que as mulheres ascendam aos altos escalões: “As mulheres querem assumir responsabilidades em todos os campos; nas empresas, na família e na política”, afirmou a mandatária, que antecipou ainda que seu novo gabinete terá “uma mistura interessante” de homens e mulheres.

Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia

Em uma mensagem divulgada pelo Twitter, a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, apontou entre seus principais combates a erradicação da disparidade salarial entre homens e mulheres. A primeira-ministra mais jovem na história deste país, que chegou ao cargo com um forte discurso contra o sexismo na política, prometeu continuar lutando para que as mulheres, excessivamente representadas em empregos de baixa qualificação, contem com melhores condições trabalhistas.

Marlène Schiappa, secretária de Estado francesa para a Igualdade

A secretária de Estado francesa para a Igualdade, Marlène Schiappa, também se somou às promessas de reformas. Em uma entrevista ao Le Monde, ela disse que o Governo francês promoverá mais medidas no universo trabalhista e educacional para garantir a igualdade de gênero. Isso inclui a criação de um cargo de assessor para a igualdade de gênero em cada escola do francesa. Além disso, a política francesa defendeu o “valor pedagógico” do estabelecimento de uma idade mínima de consentimento sexual, anunciada nesta semana com o objetivo de coibir os abusos sexuais contra menores.

Aung San Suu Kyi, ministra do Governo birmanês

Na Ásia, Aung San Suu Kyi, ganhadora do Nobel da Paz de 1991 e mulher forte do Governo de Myanmar, também salientou a necessidade de garantir os direitos femininos: “Os direitos humanos de um país melhorarão quando as mulheres tiverem seus direitos garantidos. A força e a habilidade das mulheres também contribuirão para o desenvolvimento da economia”, afirmou nesta quinta-feira a política birmanesa, que tem sido duramente criticada por sua inação frente à perseguição à comunidade rohingya.

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