Tom Petty morreu por overdose “acidental” de remédios

Roqueiro havia combinado sete medicamentos, segundo a autopsia. Ele sofria fortes dores no quadril

Tom Petty em 2012 em Los Angeles
Tom Petty em 2012 em Los Angeles (REUTERS)

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O roqueiro Tom Petty, um ícone da música norte-americana, morreu em decorrência de uma overdose “acidental”, informou o IML do condado de Los Angeles após concluir a autopsia no corpo do artista, que morreu em outubro do ano passado. O autor do Free Fallin’ havia ingerido um coquetel tóxico de sete medicamentos, entre eles emplastros do fortíssimo opiáceo fentanil, para aliviar as dores resultantes de uma fratura de quadril, entre outros problemas. Petty foi achado inconsciente na sua casa, em Malibu (Califórnia), em 2 de outubro, e morreu na madrugada seguinte num hospital.

Além dos emplastros de fentanil, Petty consumiu outro opiáceo, a oxicodona, e comprimidos de Xanax (um ansiolítico), Restoril (sonífero) e Celexa (antidepressivo). Os legistas informaram que a causa da morte foi uma falência múltipla de órgãos. O cantor e guitarrista, que tinha 66 anos, deixou temas clássicos como Refugee e American Girl.

Os medicamentos que causaram a overdose haviam sido receitados para a dor de quadril, um enfisema e dores de joelho, segundo um comunicado divulgado pela família do artista junto com o laudo dos legistas.

No comunicado assinado por sua viúva, Dana, e por sua filha, Adria, consta que Petty, “apesar das dores”, insistiu em completar uma turnê com 53 shows para comemorar os 40 anos da sua banda The Heartbreakers. O roqueiro, ganhador de três Grammys, fez um esforço excessivo com o quadril fraturado, “tornando-se uma lesão ainda mais séria”. “No dia da sua morte, foi informado de que seu quadril havia se fraturado por completo, e achamos que a dor era simplesmente insuportável e que foi a causa do uso excessivo [de analgésicos]”, afirma o comunicado familiar.

“Acreditamos que esse laudo poderá motivar uma maior discussão sobre a crise dos opiáceos”, acrescentaram a viúva e a filha do artista. Segundo as autoridades sanitárias dos EUA, 63.600 pessoas morreram de overdose no país em 2016, o triplo da cifra registrada em 1999.

Tom Petty, acrescenta a família, morreu “sem dor e lindamente exausto depois de fazer o que mais gostava: tocar com sua inigualável banda de rock diante dos seus fãs de mais de 40 anos”.

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