Caso Odebrecht

Ministério Público pede prisão de ex-presidente do Peru por caso Odebrecht

Promotor pede a prisão de Alejandro Toledo por escândalo que envolve a construtora brasileira

O ex-presidente peruano Alejandro Toledo, em uma foto de 25 de janeiro de 2016, em Lima.
O ex-presidente peruano Alejandro Toledo, em uma foto de 25 de janeiro de 2016, em Lima. Ernesto Arias (EFE)

O promotor anticorrupção Hamilton Castro, chefe da equipe especial que investiga o capítulo peruano do caso Lava Jato, solicitou 18 meses de prisão para o ex-presidente Alejandro Toledo, que governou o país de 2001 a 2006. Toledo é acusado de ter recebido 20 milhões de dólares (cerca de 62,42 milhões de reais) da Odebrecht em troca da concessão de dois trechos da rodovia Interoceânica Sul, que une o Peru e o Brasil.

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A solicitação será agora avaliada pelo juiz Richard Concepcion Carhuancho, do Primeiro Juizado de Investigação Preparatória Nacional, e irá acompanhada de uma ordem de captura internacional e um alerta a Interpol, já que até o último domingo (dia 4) Toledo estava em Paris com sua esposa, Eliane Karp. O juiz tem um prazo de dois dias para responder ao pedido do Ministério Público peruano.

O promotor responsável pelas investigações do caso Odebrecht já havia formalizado na segunda-feira a investigação preliminar contra o ex-presidente por crimes de tráfico de influência e lavagem de dinheiro, embora Toledo tenha negado as acusações, que atribuiu a um “linchamento político”. O ex-presidente também desafiou Jorge Barata —ex-representante da Odebrecht em Peru e agora delator do esquema de corrupção no país—, que comprove suas afirmações.

“Que diga, por favor, quando, como, onde e em qual banco me deu 20 milhões. Não recebi um centavo pela (entrega da licitação da) rodovia Interoceânica”, afirmou Toledo, em entrevista ao programa Cuarto Poder. O ex-presidente criticou, entre outras questões, a revista feita em sua casa.

Os supostos pagamentos a Toledo teriam começado em 2005, perto do fim de seu governo (2001-2006) e o dinheiro teria sido canalizado para as contas do empresário israelense Josef Maiman, amigo do ex-presidente, por meio de suas empresas em paraísos fiscais, de acordo com informações publicadas pela imprensa peruana.

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