Pandemia de coronavírus

Líderes do G7 se comprometem a doar um bilhão de vacinas contra a covid-19 até 2022

EUA recebem apoio para seu plano de infraestrutura para conter a influência econômica da China. Cúpula terminou neste domingo com uma sessão dedicada ao desafio climático

Reunião de trabalho dos líderes do G7 neste domingo, durante a cúpula realizada na Carnualha, Reino Unido.
Reunião de trabalho dos líderes do G7 neste domingo, durante a cúpula realizada na Carnualha, Reino Unido.AFP
Falmouth (Reino Unido) - 13 jun 2021 - 15:44 UTC

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Os líderes das principais potências mundiais se comprometeram a doar um bilhão de doses de vacinas contra a covid-19 para os países em desenvolvimento até o final de 2022. “Há uma semana, pedi ajuda aos meus colegas do G7 para preparar e distribuir as doses necessárias para vacinar todo o mundo até o final de 2022”, disse o primeiro-ministro britânico Boris Johnson neste domingo em uma entrevista coletiva no final da cúpula na Cornualha. “Temos o compromisso de entregar cerca de um bilhão de vacinas aos países pobres, seja por meio da Covax, seja por meio de doações diretas dos diferentes países”, anunciou o mandatário britânico. A saída de uma pandemia que afetou as principais economias foi o tema central da agenda, que impulsionou decisões importantes que ainda precisam ser detalhadas.

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Os líderes do G7 deram seu apoio à iniciativa do presidente dos EUA, Joe Biden, para conter a crescente influência da China. Um plano multibilionário, que combinará ações públicas e privadas, oferecerá aos países em desenvolvimento um financiamento rápido de projetos sustentáveis e verdes, de linhas ferroviárias na África a estações eólicas na Ásia. Querem chamá-lo de “rota verde da seda”, em contraposição ao impulso com esse nome que o gigante chinês promove há anos, com esquemas de colaboração em países da Ásia, África e América Latina. A cúpula da Cornualha terminou neste domingo depois de três intensos dias de trabalho com uma sessão dedicada ao desafio climático, da qual participou o naturalista David Attenborough. “Nosso planeta está esquentando rapidamente. É algo inegável e fora de qualquer dúvida. Nossas sociedades e nações apresentam desigualdades (...) As decisões que as nações mais avançadas do planeta tomarem nesta década serão as mais importantes da história”, disse aos líderes da cúpula.

Biden deixou a Cornualha para se reunir com a rainha Elizabeth II no castelo de Windsor neste domingo. Boris Johnson, como anfitrião, permaneceu em Carbis Bay para apresentar à imprensa uma cúpula que foi sua principal aposta em política externa da era pós-Brexit. O G7 deu o impulso definitivo a uma alíquota de imposto mínimo sobre as empresas de “ao menos 15%”. E reafirmou os compromissos das sete nações na redução das emissões de dióxido de carbono até 2030.

A cúpula, no entanto, foi ofuscada pela crescente tensão entre o Governo de Johnson e a União Europeia. O primeiro-ministro chegou a ameaçar descumprir unilateralmente as cláusulas do Protocolo da Irlanda, a questão que mais atrito provocou entre Londres e Bruxelas. A presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse ontem, depois da reunião bilateral com o primeiro-ministro britânico, que “a UE permanece unida neste assunto” e que os acordos internacionais devem ser cumpridos. Bruxelas advertiu que não hesitará em impor tarifas sobre os produtos britânicos que chegam à Irlanda do Norte se o Governo de Johnson não colocar em prática os controles alfandegários que prometeu.

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