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“Defesa da honra” em 2020? O STF não pode virar as costas para as mulheres

Manter a absolvição de um homem que tentou matar a ex-mulher a facadas por ciúmes é abrir um perigoso caminho para o retorno da nefasta e anacrônica tese

Estudantes participam da “Marcha das Noivas”, ato em que são lembradas mulheres vítimas de violência de gênero, em Santo Domingo (República Dominicana), na terça.
Estudantes participam da “Marcha das Noivas”, ato em que são lembradas mulheres vítimas de violência de gênero, em Santo Domingo (República Dominicana), na terça.Orlando Barría / EFE
Fabiana Cristina Severi|Leila de Andrade Linhares Barsted|Silvia Pimentel

Em um caso de tentativa de feminicídio em Minas Gerais, a íntima convicção de jurados, baseada em misoginia, foi aceita como argumento jurídico válido para manter a absolvição do acusado pelo júri popular. E o que é pior: a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), por três votos a dois, concedeu um habeas corpus para rejeitar o recurso do Ministério Público, que demandava pela realização de um novo julgame...

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