Venezuela

Idosos venezuelanos que vivem no exterior deixam de receber suas aposentadorias

O órgão encarregado de transferir os recursos para o exterior parou de enviar há mais de um ano, e sem qualquer tipo de notificação, o dinheiro para milhares de pessoas

Blanca, quando trabalhava na Venezuela em um supermercado. Sem dinheiro, agora tem de cuidar de seu filho doente.
Blanca, quando trabalhava na Venezuela em um supermercado. Sem dinheiro, agora tem de cuidar de seu filho doente.ÁLBUM FAMILIAR

Ernesto Alegría, 84 anos

O passaporte espanhol de Ernesto quando migrou para a Venezuela, aos 23 anos, a bordo do barco 'Lucania'.
O passaporte espanhol de Ernesto quando migrou para a Venezuela, aos 23 anos, a bordo do barco 'Lucania'.ARQUIVO FAMÍLIA ALEGRÍA

María hoje tem de fazer três coisas: ir ao banco, pedir comida na igreja e enterrar seu pai.

O homem que María vai enterrar esta tarde se chamava Ernesto Alegría e era alfaiate de profissão. Nos anos 50, migrou para a Venezuela para escapar da triste Espanha da pós-guerra civil. Na América, começou a trabalhar em uma grande empresa de confecção de ternos para homens e conheceu Inés Altuve, com quem a partir daquele momento teceu o resto de sua vida.

María, a filha única do casal, cresceu no ateliê de costura que o casal montou em Los Teques, a 25 quilômetros de Caracas.

Aposentados depois de 60 anos de trabalho duro, o casal se mudou para Madri em 2011, onde viveriam com a aposentadoria que tinham ganho com tanto esforço. Começava uma nova vida para eles, mas a corda se rompeu no ano passado. O velho alfaiate teve um infarte, o terceiro, somado à síndrome mielodisplásica, devido à qual precisava de transfusões de sangue periódicas.

Por recomendação médica, em janeiro se mudaram de Aranjuez a San Juan de Alicante, confiando em que ele, sua esposa e sua filha —agora desempregada e dedicada a cuidar dele— poderiam viver bem com os 2.400 euros que recebiam de aposentadoria por mês, ao câmbio preferencial que recebiam os aposentados no exterior, de cerca de 11 bolívares por euro. A desvalorização em função do índice de inflação mais alto do mundo (de 700% este ano, segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional) tornava necessário esse tipo de câmbio especial. No mercado não oficial, um euro equivale a cerca de 2.000 bolívares.

O dinheiro, no entanto, parou de chegar. A família não conseguiu arcar com o aluguel, do outro lado do telefone começaram a ameaçá-los com exigências. O nome de María Alegría entrou nos cadastros de devedores.

A brisa de Alicante não curou o alfaiate. A espera de uma aposentadoria que não vinha nunca o deixou em depressão. Em setembro, uma pneumonia o levou ao hospital e os médicos advertiram a família de que o final estava muito perto.

— O que houve, pagaram a aposentadoria? — perguntou da cama, antes de entrar na névoa que o levaria para sempre.

Ernesto com sua filha María e sua esposa Inés, no Natal passado.
Ernesto com sua filha María e sua esposa Inés, no Natal passado.ÁLBUM FAMILIAR

— Sim, pai, as coisas estão se resolvendo. Fique tranquilo, fique tranquilo... — mentiu María.

Em 28 de outubro, o alfaiate morreu.

María demorou uma semana para conseguir enterrá-lo. Seu pai faleceu em um feriado e como não conseguiu que a Prefeitura se encarregasse do enterro, teve de esperar a abertura do escritório municipal para levar o corpo ao velório do cemitério.

Sem cerimônia. Apenas sua mãe e ela, duas amigas de María e outras três aposentadas venezuelanas que souberam e foram em solidariedade. O caixão com os restos do alfaiate ficou em um nicho com uma lápide de um material que poderia ser plástico. É provisório, até que a família possa pagar por uma de verdade.

Às onze da manhã tudo já tinha acabado. A caminho de casa, passaram pelo banco para verificar que, mais uma vez, não tinham recebido nenhuma transferência. Na associação católica de assistência Cáritas lhe darão um quilo de arroz, leite, macarrão, tomate frito, açúcar e uma dúzia de ovos. Nada de carne, nem frutas ou verduras frescas.

Sim, faria tudo de novo. María mentiria novamente a seu pai no leito de morte. O velho alfaiate merecia partir pensando que tudo estava bem.

Nadezka Medina, 71 anos

Nadezka Medina, em sua casa, com os documentos para solicitar ajuda ao Governo espanhol.
Nadezka Medina, em sua casa, com os documentos para solicitar ajuda ao Governo espanhol.KIKE PARA

Nadezka Medina está uma pilha de nervos. Nota-se nas mãos e no rosto angustiado, não consegue dissimular. Tira os óculos para hidratar os olhos com gotas que evitam que a vista fique turva. Ela está na sala de espera dos escritórios da Assistência Social em Pozuelo de Alarcón, perto de Madri.  Quando se anuncia a vez da senha F-307, a dela, reza em voz baixa enquanto se dirige à mesa do funcionário que vai atendê-la: “Pai Nosso, que estás no céu...”

— A sra. trabalhou aqui? — pergunta uma funcionária em tom cortante.

— Sou pensionista venezuelana e não estou recebendo a pensão...

— Mas se a sra. já tem a aposentadoria de lá, mesmo que não receba, não podemos fazer nada. Aqui damos aposentadoria se trabalhou na Espanha, se não trabalhou, não — respondem do outro lado da mesa, e informam secamente a Medina que está no guichê errado.

Na verdade, deveria solicitar a renda mínima no Escritório de Emprego, não ali. Está perdendo tempo.

O Consulado da Venezuela em Madri confirmou que os aposentados não estão recebendo os pagamentos correspondentes a 2016.

— Mas não sou a única, somos milhares nessa situação... — responde a mulher, desorientada diante de uma teia burocrática que não compreende.

O Consulado de Venezuela em Madri acedeu a certificar que os aposentados não estão recebendo os pagamentos correspondentes a 2016.
O Consulado de Venezuela em Madri acedeu a certificar que os aposentados não estão recebendo os pagamentos correspondentes a 2016.

Esta professora aposentada de 71 anos, que trabalhou desde os 19 em seu país, passa a manhã de uma repartição a outra para solicitar uma ajuda econômica que a tire do desamparo. É rica em bolívares desvalorizados em sua saudosa Venezuela, mas na Espanha, onde mora há cinco anos, depende de amigas para comer: restam a ela 100 euros no banco. Sua alta aposentadoria está sequestrada do outro lado do Atlântico: 138.000 bolívares mensais (cerca de 12.000 euros, ao câmbio preferencial dos pensionistas no exterior) por quatro pensões diferentes —duas delas por viuvez— que parou de receber desde julho de 2015.

Na Comunidade de Madri residem pelo menos 1.220 aposentados venezuelanos, segundo um documento oficial do consulado venezuelano de janeiro de 2016. Muitos deles se agruparam na Associação de Pensionistas e Aposentados Venezuelanos na Comunidade de Madri (ASOPEJUVECMA), que solicitou ajuda ao Governo regional. Em uma reunião organizada pela administração em 3 de outubro passado, vários funcionários se limitaram a remeter a essas pessoas —cerca de 200 afetados— os requisitos gerais para solicitar uma pensão não contributiva, ou uma renda mínima que os proteja da exclusão social à qual seu país os condena.

Nadezka Medina volta para sua casa, vazia. Há duas semanas, morava com duas amigas venezuelanas e as filhas delas, que se mudaram para reunir-se a outros familiares. “Havia cinco pessoas, e agora fiquei no silêncio”, diz Medina sentada no sofá, em frente a uma mesinha na qual se destaca uma Bíblia negra que ela lê com frequência. Nos últimos meses uma de suas amigas a ajudava com a comida, mas agora teve de pedir um empréstimo rápido de cerca de 1.600 euros com juros anuais de 20% para pagar os dois últimos meses de aluguel. Juros que beiram a usura. “Não posso continuar pedindo empréstimos. Tenho que sair do apartamento porque não posso pagar.” Por sorte, Medina pode se mudar para a casa de sua filha e três de seus netos. “Agora é minha filha que vai me ajudar.”

Nadezka, em uma festa de fim de ano com seu falecido marido na Isla Margarita, Venezuela, em 2000.
Nadezka, em uma festa de fim de ano com seu falecido marido na Isla Margarita, Venezuela, em 2000.ÁLBUM FAMILIAR

Diante da urgência de sua situação, Medina trocou parte de suas economias em bolívares por euros com o filho de uma amiga venezuelana que os trará em sua viagem à Espanha. Isso ou ela mesma terá de viajar ao país e trazer dinheiro em uma mala — são as únicas opções. A desvalorização da moeda nacional pela inflação mais alta do mundo —de 180% em 2015, segundo o Banco Central da Venezuela— faz com que, com um câmbio no mercado não regulado que em novembro chegou a ultrapassar os 2.000 bolívares por euro, venha “uma miséria”. “220.000 bolívares ficaram em cerca de 200 euros [segundo o câmbio de outubro]”, afirma Medina, que teria obtido um valor muito maior se a transação tivesse sido feita pelo CENCOEX, que estabelece —ou estabelecia, quando transferia as aposentadores ao exterior— um câmbio protegido (de cerca de 11 bolívares por euro) para os aposentados e estudantes no exterior. “Com esse câmbio preferencial, teria conseguido um valor de cerca de 20.000 euros”, afirma.

Certas noites, esta professora aposentada acorda sobressaltada fazendo contas. Então volta ao mantra que a ajuda a superar a incerteza de sua precária situação: “A fé em Deus o tempo todo”.

Blanca, 79 anos

Blanca, com o filho enfermo de quem cuida, em Torrejón de Ardoz.
Blanca, com o filho enfermo de quem cuida, em Torrejón de Ardoz.KIKE PARA

A assistente social chega às oito em ponto da manhã. A porta é aberta e a profissional percorre o corredor que conduz ao quarto de Jorge, prostrado em uma cama desde que sofreu um segundo derrame há mais de três anos.

De segunda a sexta-feira, a assistente social ajuda Blanca, mãe de Jorge, a movimentar este homem alto, de 57 anos, que pesa cerca de 90 quilos. As duas o levantam como podem, lhe dão banho, o vestem, penteiam e, quando estão preparados, saem os três para dar um passeio.

A volta não é muito longa, subir a rua e descê-la, não mais de 15 minutos. Porque a assistente social precisa ir atender outros pacientes. Então voltam à casa, tiram Pedro da cadeira de rodas na qual o colocaram as duas com tanto esforço, e voltam a deitá-lo na cama.

Uma hora depois de chegar, quando a assistente social se despede, mãe e filho ficam sozinhos pelo resto do dia.

Blanca, a mãe, na verdade se chama María Claudina, mas como era a mais branca de seus irmãos, todos a chamavam de Blanca. Durante cinquenta anos foi casada na Venezuela com um imigrante espanhol, Pedro. Tinham um sítio no estado de Portuguesa e gostavam de viver do que cultivavam na terra. Também administravam um supermercado. Blanca atendia no caixa e os cinco filhos que tiveram os ajudavam.

Quando os filhos cresceram, e eles envelheceram, a família se mudou para a Espanha. Há uma foto desse dia tirada por outro passageiro: Blanca está em seu assento, com fones de ouvido, o avião cruza o Atlântico; está assistindo a tela onde seguramente está vendo um filme, mas parece ter percebido que vão tirar a foto e sorri para a câmera. Não há nada forçado no gesto. É a imagem de uma senhora feliz.

No entanto, tudo deu errado ao chegar. O marido morreu poucos anos depois e não lhes deu tempo de realizar todos os planos que tinham na cabeça.

Nem chegaram a superar a perda quando Jorge sofreu o primeiro derrame. À dor física, seu filho teve de somar a emocional. O casamento com a segunda esposa se desfez nesse processo e então só restou uma mãe que o ama muito.

— É verdade que ninguém te ama mais do que sua mãe? — pergunta-lhe Blanca brincando, porque a pergunta já tem a resposta implícita.

Jorge não responde.

— Quem te ama? — insiste Blanca.

Então Jorge começa a chorar.

Na mesa da sala, Blanca tem um folheto de propaganda de crédito rápido. Seu dinheiro em 24 horas, você pede e nós damos. Devolva em parcelas suaves, sem avalista. Rápido, rápido, não pense mais.

Blanca folheia e pensa. No último ano, só recebeu dois pagamentos da pensão de 1.300 euros mensais a que tem direito. Em janeiro e em abril. Se não fosse pelo apoio de outros filhos já teria sido despejada, porque não tem como pagar o aluguel. Blanca pensava que a velhice era um lugar confortável ao qual chegaria com tudo resolvido. Não tem sido assim.

Blanca, quando caixa em um supermercado na Venezuela.
Blanca, quando caixa em um supermercado na Venezuela.ÁLBUM FAMILIAR

Os médicos dizem que é difícil, mas não perde a esperança de que Jorge volte a andar. Então poderão andar mais de 15 minutos, poderão voltar a assistir televisão juntos como faziam antes do segundo derrame, ir ao parque, aos centros comerciais, assistir o futebol, tomar cerveja.

Os médicos lhe disseram que é importante que Jorge mantenha o cérebro ativo, então Blanca se coloca ao lado da cama e começa a lhe fazer perguntas.

— Quem é Blanca?

— Mamãe — responde Jorge arrastando as palavras.

— Muito bem... E Pedro?

— Papai.

— Bom, outra que você sabe. E Daniela?

Jorge fica calado.

— Daniela?

Nada.

— Sua filha, sua filha se chama Daniela.

— E…

Então é Blanca quem não termina a frase. Ia dizer o nome da segunda esposa, mas como não sabe se lhe faz bem ou mal, prefere trocar a pergunta.

— e Claudia?

— Mamãe.

— Não, Claudia é sua sobrinha, a filha de seu irmão Pedro.

Jorge ri.

Então ela faz uma última pergunta.

Uma bem fácil. Os dois sabem de memória a resposta, mas mesmo assim, Blanca torna a fazer:

— Quem te ama mais do que todo mundo?

Beatriz de Venancio, 61 anos

Bety espera com o carrinho na porta da igreja onde vai buscar comida, em Alcobendas.
Bety espera com o carrinho na porta da igreja onde vai buscar comida, em Alcobendas.KIKE PARA

— Alô?

Bety atende o telefone enquanto procura a igreja.

— Estou na rua agora. Estou… indo buscar uns alimentos, caridades… O que você acha?

Bety recebeu a ligação de uma amiga que mora nos Estados Unidos e está preocupada com sua situação. Desde o fim de 2014, a venezuelana parou de receber a aposentadoria. Desesperada, recorreu a Cáritas, onde uma vez por mês faz fila antes das nove e meia da manhã para poder levar para casa um pouco de arroz, leite, óleo, sal, açúcar, molho de tomate e biscoitos.

Disseram a ela várias vezes que não há de que se envergonhar, que todos passamos maus bocados e às vezes precisamos de um empurrão. Sim, ela sabe disso tudo, mas mesmo assim está com o orgulho ferido por entrar na fila para pedir esmola.

Bety desliga o telefone depois de se despedir de sua amiga e acelera o passo até a paróquia de San Agustín, em Alcobendas (Madri). Não é a que costuma ir, mas outra amiga, também venezuelana, também aposentada, veio para indicar as duas para a lista de beneficiários.

Ou pelo menos é nisso que acredita.

Chega e entra na fila. Antes estava do outro lado, dos que atendem quem está esperando: era funcionária pública. Diferentemente de muitos outros compatriotas, não saiu da Venezuela por questões políticas. Foi o destino. Casou-se com um filho de espanhóis que tinham imigrado e teve uma relação próxima com seus sogros. Até mesmo depois de se separar. Quando os pais do ex-marido voltaram à Galícia, ela os visitava de vez em quando como turista, até que decidiu se instalar na Espanha. Aposentada aos 55 anos, segundo a lei venezuelana, recebia 5.000 euros a cada seis meses.

— Eu também tinha direito à pensão da seguridade social, mas nunca entrei com o pedido, porque me pareceu que não era certo já que recebia a outra.

Sua filha, que estudou em Madri e tem nacionalidade espanhola por causa do pai, veio com ela pouco depois.

— Dividíamos metade e metade; 600 euros de aluguel, o mercado, as despesas da casa, dividíamos em duas.

Mas em 2015 não voltou a receber um euro sequer, apesar de ter seus documentos em ordem com o CENCOEX, o órgão encarregado de transferir o dinheiro dos venezuelanos ao exterior. Bety deixou de contribuir com sua parte do aluguel e das compras da casa. Foi quando sua amiga sugeriu que fosse à Cáritas.

— Minha filha me disse: “Não, mamãe, não tem por quê”. Mas disse a ela: “Uma ajuda é uma ajuda, quero colaborar com alguma coisa, ainda que seja com o que me dão, um arroz...

Quando a porta da paróquia enfim se abre e começam a chamar os registrados, o nome de Beatriz de Venancio não aparece.

Nem sinal.

A assistente social explica que ela precisa solicitar pessoalmente, que sua amiga não pode ir para pedir pelas duas.

É mandada de volta para casa, mas lhe dão um lugar para a próxima semana.

Antes de ir embora, a assistente social lhe pergunta qual é sua situação. Ela não acha a menor graça de tantas perguntas.

— Às vezes você precisa aguentar que te perguntem de novo se estou melhor. Eu digo à assistente social: meu problema é que eu vivia com uma aposentadora, e agora não tenho mais. É possível imaginar o que é ter um dinheiro e depois não ter mais?

Bety sai da paróquia com o carrinho de compras vazio. Perdeu toda a manhã, foi um fracasso. Não aguenta mais. Está esgotada.

— Não há direitos!

12.000 APOSENTADOS NO MUNDO

Segundo a declaração da Emergência Migratória Humanitária, aprovada em 27 de setembro passado pela Assembleia Nacional da Venezuela, dominada pela oposição, há mais de 12.000 pensionistas e aposentados venezuelanos espalhados pelo mundo. Cerca de 9.000 moram na Espanha, segundo os dados das associações de aposentados e pensionistas que foram sendo criadas no país.

O Centro Nacional de Comércio Exterior (CENCOEX), encarregado de transferir divisas ao exterior, deixou de fazê-lo há um ano —em alguns casos desde julho de 2015 ou até antes— sem ter dado explicações até agora. O dinheiro dos aposentados está depositado em contas do Governo. Para recuperá-lo, teriam de viajar à Venezuela e solicitar que as aposentadorias voltem a ser depositadas em suas contas do país sul-americano, mas então perderiam a condição de aposentados no exterior, e não poderiam tirar do país suas economias devido à restritiva política monetária venezuelana.

No caso de fazê-lo ilegalmente e recorrer ao câmbio do mercado negro, descobririam que suas notas têm um valor não muito maior do que o papel, devido à brutal desvalorização da moeda.