Eleições Brasil 2020

Bruno Covas: “Não podemos deixar a campanha virar um leilão de programas de transferência de renda”

Tucano busca reeleição à Prefeitura de São Paulo e diz que, se vencer, não haverá cortes nos orçamentos da Saúde e Educação

O EL PAÍS e o MyNews entrevistaram nesta sexta-feira o candidato do PSDB à reeleição para a Prefeitura de São Paulo, Bruno Covas, como parte de uma série de sabatinas com os postulantes ao comando da maior cidade do país nas eleições municipais de 2020. Na conversa, que foi transmitida em tempo real no site do jornal e nos canais do EL PAÍS e do MyNews no YouTube, o prefeito da cidade prometeu que, se vencer, não haverá cortes nas áreas de saúde e educação no ano que vem.

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Bruno Covas, que assumiu a principal cadeira do Executivo municipal com a eleição de João Doria ao Governo do Estado, em 2018, agora enfrenta sua primeira campanha como cabeça de chapa. De acordo com as pesquisas de opinião mais recentes, o prefeito disputa a liderança da corrida com Celso Russomanno (Republicanos). O tucano, que recentemente disse apoiar a criação de um programa de renda básica na cidade, afirma que o tema não pode monopolizar o debate eleitoral: “Não podemos deixar a campanha virar um leilão de programas de transferência de renda”.

Para a campanha, Covas conseguiu montar uma chapa ampla, incluindo pelo menos oito partidos ―entre eles MDB, DEM, Podemos e PP―, o que lhe garantiu o maior tempo na propaganda eleitoral de TV e rádio. Seu vice na disputa é Ricardo Nunes, do MDB. Nesta sexta-feira, o jornal Folha de S. Paulo revelou que Nunes, um expoente da bancada conservada da Câmara, foi acusado pela esposa de violência doméstica. Questionado sobre o tema, o prefeito foi categórico ao dizer que violência doméstica não deve ser tratada como assunto privado, mas defendeu seu vice: “O Ricardo Nunes tinha me avisado em relação a isso. Como a própria reportagem mostra, essas acusações foram refutadas e negadas pela própria mulher dele.”

Durante parte do mandato, Covas enfrentou um câncer no trato digestivo, que exigiu uma série de sessões de quimioterapia e cirurgia. Durante o tratamento, foi ainda diagnosticado com covid-19, mas afirma já ter superado todos os problemas de saúde.

Além do prefeito, passaram pela sabatina Guilherme Boulos (PSOL), Orlando Silva (PCdoB), Jilmar Tatto (PT), Joice Hasselmann (PSL), Márcio França (PSB), Filipe Sabará (Novo) e Marina Helou (Rede). Nesta sexta, mais cedo, foi a vez de Arthur do Val (Patriota) e Celso Russomanno (Republicanos). A programação se encerra com Andrea Matarazzo, PSD.