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Carnaval em São Paulo: a ‘Zona de Atenção’ para quem mora na Vila Madalena e outros alertas

Golpe do cartão, o que fazer em caso de abusos ou assédio e como a festa afetará a vida de quem mora ou trabalha na Vila Madalena

Blocos de carnaval SP
Carnaval no Largo da Batata no ano passado em São Paulo. reuters

Se você decidiu passar o Carnaval, ou o pré-carnaval ou mesmo o pós-carnaval, ou qualquer dia entre 3 e 18 de fevereiro em São Paulo, estas dicas lhe serão úteis, mesmo que você não goste de Carnaval.

A Prefeitura delimitou um quadrilátero chamado Zona de Atenção Especial, que estará bloqueado com grades e terá a entrada limitada, nos dias 03, 04, 11, 12, 13, 17 e 18 de fevereiro. Serão afetados aqueles que moram ou tem comércio nos seguintes trechos da Vila Madalena, na zona oeste da cidade: rua Inácio Pereira da Rocha, entre as ruas Simão Álvares e Girassol; rua Girassol, entre a Inácio Pereira da Rocha e a Wisard; rua Wisard, entre a Girassol e a rua Morás; rua Morás e rua Simão Álvares, entre a Wisard e a Inácio Pereira da Rocha.

O controle de entrada começará a ser feito às 10h, e o bloqueio, às 17h. A partir deste horário, os moradores deverão apresentar um documento com foto e um comprovante de residência para poder entrar. Não é permitida a entrada com garrafas de vidro, segundo a Prefeitura. Para os estabelecimentos comerciais, o período de carga e descarga será até as 10h da manhã e a recomendação é que os funcionários entrem até às 16h.

A Zona de Atenção Especial é uma recomendação do Ministério Público "para evitar transtornos na região", segundo a assessoria de imprensa da Secretaria das Subprefeituras. A Vila Madalena é o único bairro que terá estas restrições. A assessoria de imprensa também informou que os moradores e comerciantes que serão afetados já estão recebendo comunicados sobre as regras.

Aos que costuma comprar bebida dos ambulantes, a dica é pagar com dinheiro, ou prestar muita atenção na hora do pagamento. Alguns vendedores estão aplicando o golpe do cartão: na hora em que o consumidor passa o cartão, o vendedor fica de olho na senha digitada. No momento da devolução, devolvem outro cartão, de outra pessoa. Com a senha e o cartão em mãos, o vendedor gasta até o limite do cartão.

Para quem sofrer algum assédio pelas ruas da cidade durante o Carnaval, a ONG Minha Sampa criou a campanha #AconteceuNoCarnaval, estimulando que as vítimas relatem os abusos sofridos nesta plataforma. A campanha defende que quebrar o silêncio fortalece as mulheres, contribui para a coleta de dados específicos sobre este tipo de violência e ajuda a exigir medidas do Estado.

Além de relatar o ocorrido, a ONG orienta que a vítima procure uma das delegacias especializadas no enfrentamento de violência contra a mulher em São Paulo para registrar uma ocorrência. Os endereços são os seguintes:

1ª Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher: rua Bittencourt Rodrigues, 200, Parque D. Pedro, região central. Funciona 24 horas.
2ª Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher: avenida Onze de Junho, 89, 2º andar, Vila Clementino, região da Vila Mariana.
3ª Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher: avenida Corifeu de Azevedo Marques, 4.300, 2º andar, Jaguaré.
4ª Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher: avenida Itaberaba, 731, 1° andar, Freguesia do Ó.
5ª Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher: Rua Dr. Corinto Baldoíno Costa, 400, Parque São Jorge.
6ª Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher: rua Sargento Manoel Barbosa da Silva, 115, Campo Grande.
7ª Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher: rua Sabbado D'Ângelo, 64-A, Itaquera.
8ª Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher: avenida Osvaldo Valle Cordeiro, 190, Jardim Marília.
9ª Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher: avenida Menotti Laudisio, 286, Pirituba.

A ONG lembra que é possível registrar ocorrência até seis meses após a agressão ou abuso. E que não é preciso ir até uma delegacia especializada em defesa da mulher para o registro. Qualquer delegacia pode realizar a ocorrência.

Também é possível ligar para o 180 e registrar a ocorrência. O canal também fornece orientações, esclarece dúvidas e registra as denúncias de agressões. É sigiloso e seguro. O serviço funciona 24 horas.

Se houver violência sexual com penetração, a orientação é para que, além de realizar o boletim de ocorrência, a vítima procure um hospital público para tomar o coquetel anti-retroviral e o contraceptivo de emergência dentro de 72 horas. Em São Paulo, o hospital referência neste tipo de atendimento é o Hospital Pérola Byington, na avenida Brigadeiro Luís Antônio, 683, Bela Vista.

A campanha também distribuirá pulseiras e adesivos nos blocos de rua para orientar as mulheres a denunciarem os casos de abuso.

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