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18 filmes que você viu e que são provavelmente mais quentes que pornô

Contamos como e por que alguns de seus filme favoritos derrotam muitos 'xxx'

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Maribel Verdú em ‘E tua mamãe também’ (2001). O diretor mexicano Alfonso Cuarón levou-a ao limite, ao igual que a Gael García Bernal e Diego Lua.

Quando o crítico de arte Roland Penrose perguntou qual era a distinção entre erotismo e pornografia, o pintor Pablo Picasso lhe respondeu: “Ah, mas tem alguma diferença?” De fato, as fronteiras entre os dois gêneros são tão difusas que muitas vezes causam confusão no espectador.

O cinema é uma prova disso. Existem filmes que entraram no gueto pornô e são autênticas joias da sétima arte (Garganta Profunda, Atrás da Porta Verde e O Diabo na Carne de Miss Jones). Já outros estrearam com pompa e circunstância em salas comerciais mesmo tendo sexo explícito. É hora de esfriar a cabeça e repassar uma série de filmes que, apoiados em álibis cinéfilos, são bem mais quentes que muitos pornôs.

1. ‘De Olhos Bem Fechados’ (1999): Tom Cruise e Nicole Kidman em busca do prazer

Do que trata. De como William (Tom Cruise), um prestigioso médico nova-iorquino e pai de uma família feliz, vê sua vida dando uma guinada quando sua esposa Alice (Nicole Kidman) lhe confessa que tem fantasias sexuais com desconhecidos. Por causa disso, William explora suas próprias perversões, entrando em contato com uma sociedade secreta dedicada à busca do prazer.

Por que é mais quente que vários pornôs. Pela passeio pelas perversões e fantasias humanas que nos dá o diretor, Stanley Kubrick. Da longa cena da orgia de máscaras, em que inquietos ritos pagãos se misturam com todo tipo de aberrações sexuais, até as tórridas cenas onde, efetivamente, vemos Nicole Kidman sem roupa. Cruise e Kidman estavam casados na época (1999), embora sua união tenha durado só mais um ano. O filme é tão excitante que as produtores de cine pornô lançaram uma infinidade de paródias e versões (mais) explícitas. A melhor delas é Open Relationship, em que as estrelas pornô Romi Rain e Danny Mountain imitam Kidman e Cruise.

O casal formado na época por Tom Cruise e Nicole Kidman está em 'De olhos bem fechados' (1999), de Stanley Kubrick. Na cena, Cruise e uma integrante da casa de orgias.
O casal formado na época por Tom Cruise e Nicole Kidman está em 'De olhos bem fechados' (1999), de Stanley Kubrick. Na cena, Cruise e uma integrante da casa de orgias.

2. ‘Lúcia e o Sexo’ (2001): imagens explícitas com toques intelectuais

Do que trata. Lúcia (Paz Vega) é uma garçonete espanhola que parte para ilha de Formentera após o misterioso desaparecimento do namorado Lorenzo (Tristán Uloa). Mas, em vez de uma nova vida, Lúcia encontra os fantasmas de sua tórrida relação, cujos momentos na cama são plasmados no filme com pelos e fulgor.

Por que é mais quente que vários pornôs. Porque a trama é cheia de cenas de alta voltagem erótica, o que lhe causou problemas nos Estados Unidos até para figurar em anúncios de jornal. O público compareceu em massa às salas para ver Paz Vega nua, fazendo xixi, tomando banho e copulando em variadas posições e situações. Elena Anaya também aparece como veio ao mundo, numa inquietante cena de masturbação. O diretor, Julio Medem, reconheceu: “Há situações de sexo totalmente explícito, bem no limite da pornografia. A história exigia isso, e assim a filmei.”

3. ‘O Amante’ (1992): a paixão não tem idade

Paz Vega e Tristán Ulloa na cama no filme ‘Lúcia e o Sexo’ (2001),rodado na ilha de Formentera.
Paz Vega e Tristán Ulloa na cama no filme ‘Lúcia e o Sexo’ (2001),rodado na ilha de Formentera.

Do que trata. Ano 1929. No Vietnã colonial, uma adolescente francesa (Jane March) conhece um belo comerciante chinês (Tony Leung Ka Fai) que poderia ser seu pai – ou pelo menos seu irmão mais velho. Apesar da diferença de idade e das tensões entre as respectivas etnias, eles viram amantes.

Por que é mais quente que vários pornôs. Essa adaptação do romance erótico de Marguerite Duras se beneficia da beleza dos corpos dos protagonistas, que, ao passarem grande parte da trama enroscando-se pelados, fazem com que o filme não tenha nem um segundo de tédio. O resto é mérito do diretor, Jean-Jacques Annaud, capaz de transformar os fogosos encontros em algo merecedor de prêmios. Jane March fez tão bem as cenas na cama que depois disso só ganhou papéis eróticos. “Estou farta do rótulo de mulher sensual”, disse ela durante a campanha do thriller erótico A Cor da Noite. 

4. Ata-me! (1990): Almodóvar X

‘O Amante’ (1992) é uma adaptação do romance da escritora francesa Marguerite Duras.
‘O Amante’ (1992) é uma adaptação do romance da escritora francesa Marguerite Duras.

Do que trata. Um órfão problemático chamado Ricky (Antonio Banderas) fica obcecado com a atriz pornô Marina (Victoria Abril). Apaixona-se loucamente por ela no dia em que vão para a cama. E então a sequestra, decidido a não soltá-la até que entenda que ele é o homem da sua vida.

Por que é mais quente que vários pornôs. Inclui uma das melhores cenas de sexo do cinema espanhol, onde o diretor, Pedro Almodóvar, recria-se na química existente entre os atores e os filma até num espelho situado no teto. Como se não bastasse, o filme também tem a famosa cena da banheira, onde um boneco Madelman mergulhador se mete por entre as pernas de Victoria Abril... e a faz sorrir. Ata-me estreou logo depois de Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos,vencedora do Oscar. Assim, as distribuidores dos EUA a compraram no escuro – e depararam com um filme de alto conteúdo sexual que foi classificado como X logo de cara.

5. ‘Calígula’ (1979): o Império Romano se desata

Do que trata. Narra a ascensão e a queda do imperador romano Calígula (interpretado por Malcolm McDowell), com foco em sua proverbial fixação por orgias.

Por que é mais quente que vários pornôs. Para começar, Calígula foi produzido pela subsidiária de filmes da revista pornô Penthouse. E dirigido por Tinto Brass, cineasta especializado em erotismo que descarrega uma sucessão de cenas onde existe de tudo: masturbações, felações, cunnilingus, sadomasoquismo, transas gays e, claro, orgias.

Cinco anos depois da estreia, o editor da Penthouse, Bob Guccione, produziu uma versão “sem cortes” que incluía as perversões que nem Brass se atreveu a rodar.

6. ‘Os Sonhadores’ (2003): trio incestuoso em Paris

Do que trata. Paris, 1968. Isabelle (Eva Green) e seu irmão Theo (Louis Garrel) aproveitam que seus pais viajam para convidar à casa o estudante norte-americano Matthew (Michael Pitt). Os três juntos se enredam numa série de jogos emocionais e eróticos que os levarão bem longe.

Pedro Almodóvar quis que um boneco Madelman mergulhador se metesse por entre as pernas de Victoria Abril em ‘Ata-me!’ (1990).
Pedro Almodóvar quis que um boneco Madelman mergulhador se metesse por entre as pernas de Victoria Abril em ‘Ata-me!’ (1990).

Por que é mais quente que vários pornôs. Bernardo Bertolucci, que já havia escandalizado o mundo com O Último Tango em Paris, tentou repetir a dose 30 anos depois. Claro que o resultado não teve nem metade do impacto, mas foi possível ver a belíssima Eva Green fazendo um trio com os dois homens na banheira. E é como disse Bertolucci numa das entrevistas da época: “Já não se pode conseguir a transgressão porque já não existem tabus”.

7. ‘Azul é a cor mais quente’ (2013): escândalo no Festival de Cannes

Do que trata. A adolescente Adèle (Exarchopoulos) descobre as delícias do sexo nos braços de Emma (Léa Seydoux), uma jovem de cabelo azul por quem se apaixona perdidamente.

Por que é mais quente que vários pornôs. Se levarmos em conta que dura três horas, não é tanto o tempo dedicado aos encontros sexuais das protagonistas. Mas se trata de um filme altamente explosivo. Para interpretar as cenas na cama, as atrizes tiveram que colocar, em suas respectivas vaginas, próteses fabricadas com borracha e pelo artificial.

O filme foi um escândalo no Festival de Cannes, e até as próprias atrizes consideraram excessiva a decisão do diretor, Abdellatif Kechiche, de rodar cenas de sexo tão longas e detalhistas. “O mais complicado era repeti-las várias vezes, pois chega um momento em que você se sente humilhada”, disse Seydoux.

8. ‘As Idades de Lulu’ (1990): da curiosidade à volúpia

Do que trata. Quando tinha 15 anos, Lulu (Francesca Neri) teve uma inesquecível experiência sexual com Pablo (Óscar Ladoire), um adulto amigo de seus pais. Anos depois, o casal volta a se encontrar para colocar em prática todos os desejos proibidos que alimentaram ao longo dos anos.

Por que é mais quente que vários pornôs. Ángela Molina, a atriz escolhida para o papel de Lulu, abandonou o projeto alegando: “Tinham me vendido uma história de erotismo elaborado, mas que, na hora da verdade, é pornografia.”

Tinha razão. O filme, intitulado originalmente pelo diretor Bigas Luna como Da Curiosidade à Ninfomania, não é um longa normal onde às vezes há sexo. É um bacanal com escassos instantes não eróticos. A produção alçou à fama Javier Bardem, então muito jovem, que participa de uma cena de sexo grupal.

9. ‘Ken Park‘ (2002): libertinagem juvenil

Do que trata. As peripécias de um grupo de adolescentes californianos de classe média, que matam sua angústia existencial vendo TV, andando de skate e realizando jogos eróticos.

Por que é mais quente que vários pornôs. Com a desculpa de oferecer um duro retrato da juventude norte-americana, os diretores Larry Clark e Edward Lachman apresentam uma enxurrada de cenas de sexo explícito. A estreia foi proibida na Austrália e em vários Estados dos EUA.

10. E Sua Mãe Também (2001): triângulo de amor bizarro

Do que trata. Tenoch (Diego Luna) e Julio (Gael García Bernal) são dois jovens mexicanos que numa festa conhecem uma tal de Luisa (Maribel Verdú), uma espanhola 10 anos mais velha que eles, casada com um primo de Tenoch e um pouco deprimida. Sem pensar duas vezes, Luisa e os dois amigos empreendem juntos uma viagem de carro à deriva cheia de tensões, brigas e muito sexo.

Por que é mais quente que vários pornôs. Maribel Verdú confirmou sua condição de mito erótico protagonizando esse filme mexicano dirigido por Alfonso Cuarón, numa antológica cena em que faz sexo oral com Bernal e Luna enquanto se beijam.

Ángela Molina abandonou o projeto 10 dias antes de começar a gravação, e foi Francesca Neri quem deu vida a Lula, ao lado de um jovem Javier Bardem em 'As Idades de Lulu' (1990).
Ángela Molina abandonou o projeto 10 dias antes de começar a gravação, e foi Francesca Neri quem deu vida a Lula, ao lado de um jovem Javier Bardem em 'As Idades de Lulu' (1990).

No México, o filme foi classificado somente para maiores, o que provocou protestos, nas portas dos cinemas, de menores que queriam entrar para contemplar as artes amorosas de Verdú.

11. Intimidade (2001): sexo furtivo e lacônico

Do que trata. Kerry Foz e Mark Rylance interpretam uma mulher e um homem completamente desconhecidos que têm encontros sexuais escondidos uma vez por semana. Ela chega à casa dele, os dois tiram a roupa e fazem amor no chão sem falar uma palavra. Até que chega um momento em que o homem começa a se interessar pela vida da mulher.

Por que é mais quente que vários pornôs. A forma fria e silenciosa em que os protagonistas copulam e o fato de que não sejam exatamente símbolos sexuais, e sim um casal de meia idade com físico normal, faz com que as cenas de sexo deste longa singular lembrem um pornô amador.

O filme ganhou o Urso de Ouro no Festival de Berlim e teve boas críticas em geral. Mas o crítico Carlos Boyero fez cara feia. “Detestável. Os personagens me repelem. São feios, sujos, vulgares e lerdos. E se o negócio é ver sexo nu e cru, prefiro qualquer pornô medíocre”, disse.

12. ‘Amantes’ (1991): quando um homem ama duas mulheres

Do que se trata. Paco (Jorge Sanz) é um rapaz que acaba de prestar o serviço militar e decide se fixar em Madri e se casar com Trini (Maribel Verdú), sua namorada de toda a vida. Tudo muda quando uma viúva alegre chamada Luisa (Victoria Abril) seduz Paco e ambos caem em uma relação obsessiva e viciada que eclipsa o inocente amor de Trini.

Por que é mais quente que vários pornôs. Amantes é um thriller ambientado na Espanha dos anos 50 e cheio de momentos excitantes. O letal triângulo amoroso no qual se vê imerso o personagem de Jorge Sanz serve de desculpa para plasmar na tela do cinema dois tipos de relações sexuais: as ternas e puras (de sua namorada formal) e as selvagens e lascivas (cortesia de sua amante, que chega a usar a técnica do lenço no ânus para aumentar seu prazer).

O diretor, Vicente Aranda, investiu pesado e filmou as cenas de cama como ninguém havia feito antes, pelo menos na Espanha. Talvez seja porque, como bem disse seu amigo e colaborador Román Gubern, “ele era ateu, mas dos de verdade, de modo que o sentido de sua vida era dado pelo sexo”.

13. ‘Shame’ (2011): retrato de um viciado em sexo

Do que se trata. Brandon (Michel Fassbender) é um jovem nova-iorquino de sensualidade exagerada. Viciado em sexo, passa a vida consumindo pornografia, mantendo relações esporádicas com desconhecidas ou contratando os serviços de prostitutas. Um belo dia, recebe uma visita-surpresa de sua irmã mais nova Sissy (Carey Milligan), que pretende passar alguns dias com ele.

Por que é mais quente que vários pornôs. Por seu constante bombardeio de imagens escabrosas, que incluem masturbações, sexo rápido com mulheres de má reputação, aventuras homossexuais em clubes com esse ambiente e um nu frontal que mostrou ao mundo o quanto Fassbender é bem dotado.

Apesar da carga erótica da fita, não se trata de uma visão do sexo festiva e positiva, mas, na realidade, bem o contrário. Segundo o diretor, Steve McQueen, “o filme se centra em uma pessoa que goza de todas as liberdades ocidentais e que, através de sua aparente liberdade sexual, cria a própria prisão”.

14. ‘Henry e June (O diário íntimo de Anaïs Nin)’ (1990): peripécias de uma boemia hedonista

Do que se trata. Ambientado nos anos 30, o filme é inspirado nos libidinosos diários da escritora Anaïs Nin (interpretada por Maria de Medeiros), especialmente na relação que teve com o romancista Henry Miller (Fred Ward) e sua esposa, June (Uma Thurman).

Por que é mais quente que vários pornôs. Pela alta densidade que contêm os corpos nus. Especialmente atraentes são as cenas lésbicas, onde os corpos de Uma Thurman, Maria de Medeiros e Brigitte Lahaie se fundem em uma sinfonia carnal não adequada para cardíacos.

O diretor, Philip Kaufman, se inspira nos diários de Anaïs Nin, que, como se sabe, considerava que sua vida sexual e sua literatura eram indissolúveis.

15. ‘O Império dos Sentidos’ (1976): canto à luxúria

Do que se trata. Tóquio, 1936. Sada Abe (Eiko Matsuda), uma ex prostituta que agora trabalha em um hotel, e o dono do estabelecimento, Kichizo (Tatsuya Fuji), se fecham em um quarto para se entregarem a uma espécie de maratona sexual, onde tudo vale com o objetivo de maximizar os orgasmos.

Por que é mais quente que vários pornôs. Primeiro, porque os atores fazem sexo de verdade. E, segundo, porque é quase um catálogo de perversões sexuais, que vão do sadomasoquismo à castração. A desculpa? Como diz o protagonista masculino, “meu prazer está em dar prazer a você a obedecer a todos os seus desejos”.

Jorge Sanz, Maribel Verdú e Victoria Abril protagonizam um trio amoroso em ‘Amantes’ (1991), dirigida por Vicente Aranda e ambientada na Espanha dos anos 50.
Jorge Sanz, Maribel Verdú e Victoria Abril protagonizam um trio amoroso em ‘Amantes’ (1991), dirigida por Vicente Aranda e ambientada na Espanha dos anos 50.

O diretor do filme, Nagisa Oshima, teve de registrá-lo na França, já que as leis do Japão não teriam permitido que fosse feito em solo japonês. Embora tenha estreado em Cannes, onde deixou mudos os espectadores mais calejados, foi vetado no Festival de Nova York e proibido por muitos anos em países como Canadá, Irlanda e Japão.

16. ‘Nove Canções’ (2004): sexo, brinquedos e música pop

Do que se trata. A estudante norte-americana Lisa (Margo Stilley) e o londrino Matt (Kieran 0’Brien) se conhecem em um show do grupo Black Rebel Motorcycle Club e iniciam um relacionamento em que o sexo é tudo.

Por que é mais quente que vários pornôs. Mais que pornô, pornô pop, pois o filme se compõe de um punhado de cenas de cama entre os protagonistas e atuações de bandas de pop alternativo, como Primal Scream, The Dandy Warhols e Franz Ferdinand.

Isso, e o fato de que o filme é dirigido pelo papa do cine indie, Michael Winterbottom, permitiram que estreasse em salas comerciais, apesar de ser pornô: os atores mantêm relações sexuais de verdade.

17. ‘Um Quarto em Roma’ (2010): sem sair da cama

Do que se trata. Uma russa (Natasha Yarovenko) e uma espanhola (Elena Anaya) se conhecem em um hotel de Roma e passam doze horas juntas, sem sair do quarto, onde trocam risos, confidências e fluidos corporais.

Por que é mais quente que vários pornôs. Depois de vários fracassos de bilheteria, o diretor basco Julio Medem voltou a tentar a sorte com a fórmula de Lucia e o Sexo, ou seja: sexo, sexo e sexo. Desta vez, sem pretexto algum e sem homens que turvassem suas fantasias. Só um par de atrizes de destaque, beijando-se, chupando-se e, no fim, amando-se como se não houvesse amanhã. Como disse Yarovenko: “Elena e eu nos despimos fisicamente, mas também emocionalmente”.

18. ‘Ninfomaníaca’ (2013): façanhas lascivas

Em 'Nove Canções' (2004), do diretor de cine indie Michael Winterbottom, os atores mantêm relações sexuais de verdade.
Em 'Nove Canções' (2004), do diretor de cine indie Michael Winterbottom, os atores mantêm relações sexuais de verdade.

Do que se trata. Em uma noite de cão, um velho solteirão (Stellan Skarsgard) se depara em um beco com uma jovem ferida (Charlotte Gainsbourg). Depois de levá-la a sua casa, a garota lhe conta os pormenores de sua vida, que tem sido cheia de altos e baixos, escuridão e, como não, sexo.

Por que é mais quente que vários pornôs. Porque assim quis seu diretor, o indomável Lars von Trier. Depois de Anticristo, quando já achávamos que tínhamos visto de tudo, o diretor dinamarquês decidiu queimar navios com um filme de alto conteúdo pornográfico e mais de cinco horas de duração, que teve de estrear em duas partes e em duas versões: uma mais explícita e outra cortada.

Para as cenas de sexo, o cineasta compôs digitalmente os genitais de atores pornô nos corpos do elenco de seu filme. Apesar disso, Charlotte Gainsburg, a protagonista, se queixou nas entrevistas da dureza de seu trabalho com Von Trier: “É um obcecado por sexo e me fez sentir infeliz. Mas no final só houve duas coisas que me neguei a fazer em Ninfomaníaca: masturbar um ator pornô e aparecer no mesmo plano que ele enquanto se masturbava”.

Natasha Yarovenko admitiu que Elena Anaya e ela se haviam “despido fisicamente, mas também emocionalmente” durante a filmagem de ‘um Quarto em Roma’ (2010).
Natasha Yarovenko admitiu que Elena Anaya e ela se haviam “despido fisicamente, mas também emocionalmente” durante a filmagem de ‘um Quarto em Roma’ (2010).

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