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De Rodrigo Maia a Ronaldo Caiado estão na bolsa de apostas para suceder Temer

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles é o favorito do mercado financeiro. Judiciário tem quatro nomes

Rodrigo Maia, em sessão desta terça-feira.
Rodrigo Maia, em sessão desta terça-feira.Alex Ferreira (âmara dos Deputados)

Menos de uma semana após o início da crise política que tem devastado o Governo Michel Temer alguns nomes de eventuais substitutos começam a ganhar força para participarem de eleição presidencial indireta, na qual apenas congressistas votam. Há quatro possibilidades do presidente cair: renúncia, cassação da chapa Dilma-Temer por meio do Tribunal Superior Eleitoral, o Supremo Tribunal Federal transformá-lo em réu ou impeachment. Esta última é a mais improvável no momento, já que caberia ao seu aliado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, aceitar a abertura do processo de impedimento.

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Com tantas chances de substituição, a saída do presidente pela porta dos fundos do Palácio do Planalto é dada como certa entre boa parte dos políticos, sejam eles de situação ou oposição. Por isso, várias lideranças partidárias começam a ventilar nomes por meio da imprensa com objetivo de testarem a popularidade entre os congressistas.

Rodrigo Maia

Nos últimos dias, o nome que mais tem ganhado força é o de Rodrigo Maia. O democrata tem a seu favor o fato de transitar bem entre todas as bancadas do Legislativo – até por isso chegou à presidência da Câmara. Além disso, os aliados de Temer enxergam nele a continuidade das reformas econômicas que já foram iniciadas, principalmente a da Previdência, que ainda está em uma comissão da Casa. O ponto negativo é o mesmo que pesa contra vários dos deputados e senadores brasileiros: o de ser investigado pela Polícia Federal. Maia é alvo da Operação Lava Jato sob a acusação de ter se beneficiado de doações ilegais (ora como propina ora como caixa dois) da empreiteira Odebrecht. Tem inquérito aberto para apurar os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele nega qualquer irregularidade, assim como a possibilidade de substituir Temer.

Henrique Meirelles

Nome predileto do mercado financeiro, o ministro da Fazenda, Henrique Meireles (PSD), tenta se cacifar internamente. É defendido pela cúpula do empresariado principalmente porque estaria comprometido a dar andamento às reformas. Em conferência com investidores, Meirelles disse que o cronograma da reforma da Previdência pode atrasar, mas ela será aprovada com ou sem Temer. Dois fatos pesam contra ele, o fato de não ter a “política no sangue”, como disse um parlamentar, e por ter trabalhado para a J&F, a holding do grupo JBS, responsável por colocar o presidente no olho do furacão que deve lhe custar o cargo.

Nelson Jobim

Ex-deputado, ex-ministro da Justiça e da Defesa e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim é um dos políticos mais experientes do país. Nos últimos meses foi visto como o único interlocutor capaz de unir as principais classes políticas como Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Michel Temer (PMDB) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O ponto negativo dele é que atualmente está vinculado ao banco BTG Pactual, um dos grupos investigados na Operação Lava Jato.

Aldo Rebelo

O ex-deputado federal do PCdoB Aldo Rebelo é uma alternativa dos opositores de Temer que teria alguma aceitação entre os governistas. A favor dele pesa o fato de ter presidido a Câmara em meio a um dos principais escândalos que o Legislativo viveu, entre 2005 e 2007, quando Severino Cavalcanti renunciou diante da constatação de que recebia propina no cargo. Na ocasião, dialogou com todas as vertentes políticas na Câmara. Depois disso chefiou quatro ministérios nas gestões petistas: Ciência e Tecnologia, Esportes, Relações Institucionais e Defesa. Por ter ficado tanto tempo nos governos Lula e Dilma, poderia perder votos entre os parlamentares.

Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa

A presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia e dois ex-presidentes do órgão, Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, têm sido apresentados como possíveis candidatos. Os defensores dessas candidaturas entendem que o momento é de colocar no Planalto alguém de fora da política e que, principalmente, não tenha nenhuma pretensão eleitoral em 2018. “É alguém para limpar o terreno”, disse um senador.

Cármen Lúcia já negou mais de uma vez que concorreria. “Estou no lugar em que tenho obrigação constitucional de estar. Me sinto muito bem na magistratura e vou cumprir minha função com o mesmo gosto até o último dia em que eu tiver saúde”, disse ela a jornalistas na semana passada.

Mendes é um dos magistrados com maior trânsito entre políticos, principalmente de partidos como PSDB e PMDB.

Desde que deixou o STF, Barbosa é visto como uma alternativa política. Nenhum dos dois se pronunciou sobre essas possibilidades.

Álvaro Dias e Ronaldo Caiado

Os senadores Álvaro Dias (PV-PR) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) tentam se cacifar para concorrer. Mas, por enquanto, não têm apoios internos. Dias está negociando a mudança de partido para buscar mais espaço. A tendência é que nos próximos dias ele oficialize sua ida ao PODEMOS, o antigo PTN.

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