Guia da posse de Joe Biden e Kamala Harris

A cerimônia será realizada sem desfiles, com número reduzido de convidados e sob estritas medidas de segurança devido às ameaças de violência e à pandemia

Uma enorme bandeira ocupará o lugar do público na posse de Biden como presidente dos EUA.
Uma enorme bandeira ocupará o lugar do público na posse de Biden como presidente dos EUA.Alex Brandon (AP)

O Governo de Joe Biden e Kamala Harris nos Estados Unidos começa nesta quarta-feira ao meio-dia de Washington (14h de Brasília). A cerimônia posse do presidente e da vice-presidenta − a primeira mulher a ocupar o cargo − será realizada na capital americana sob as mais estritas medidas de segurança, forçadas pela pandemia e pelas ameaças de grupos de extrema direita depois do ataque do dia 6 ao Capitólio. Também será a primeira transferência de poder desde 1869 em que o presidente não estará presente para passar o cargo ao seu sucessor. Mais de 10.000 membros da Guarda Nacional já foram mobilizados na cidade para a cerimônia. Até esta quarta-feira esse total deve chegar a 25.000, o dobro do número de militares utilizados nas cerimônias passadas. As autoridades da capital pediram que as pessoas de outros lugares não viajem à cidade para a posse, afirmando que é melhor acompanhar o evento pela televisão. Aqui estão algumas informações sobre um dia histórico:

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Como será a cerimônia?

Biden, que se tornará o 46º presidente dos Estados Unidos, insistiu que a cerimônia seja realizada ao ar livre, uma tradição que começou em 1865 com Andrew Jackson como mandatário. A equipe do democrata propôs que o juramento fosse transferido para o interior do Capitólio devido aos riscos representados pela pandemia e pelas ameaças de grupos extremistas. No entanto, o evento será realizado nas escadarias da parte oeste do complexo que abriga o Congresso americano, como ocorre desde a posse de Ronald Reagan, em 1981. Prevê-se que Donald Trump viaje de Washington para a Flórida na manhã desta quarta. Ele deve voar antes do meio-dia, pois depois já não poderá utilizar o Air Force One.

Os eventos públicos foram limitados. Não haverá o tradicional desfile pela Avenida Constituição. Nem o baile inaugural, porque o centro de convenções onde costuma ser realizado foi transformado em um hospital de campanha para atender pacientes com covid-19. O número de convidados que presenciarão o juramento foi reduzido. No palanque montado nas escadarias, Biden fará seu primeiro discurso, voltado para a reunificação do país. Não haverá público na esplanada do National Mall, fechada aos pedestres. Os organizadores ocuparam esse espaço, onde tradicionalmente são realizadas grandes manifestações, com quase 200.000 bandeiras dos Estados do país, representando aqueles que não poderão comparecer.

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Quem estará presente?

Além dos membros da Câmara dos Representantes, do Senado e do Gabinete, apenas um pequeno grupo de convidados poderá assistir presencialmente ao evento. Os ex-presidentes Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton comparecerão acompanhados por Michelle Obama, Laura Bush e da ex-candidata presidencial Hillary Clinton. O ex-presidente Jimmy Carter, de 96 anos, não viajará a Washington pela primeira vez desde que deixou a Casa Branca, em 1981. Ao contrário de Trump, o vice-presidente em fim de mandato Mike Pence irá às escadarias do Capitólio.

Biden prestará juramento com uma Bíblia que está em sua família desde o final do século XIX. Leo O’Donovan, um sacerdote jesuíta que foi presidente da Universidade de Georgetown, fará a oração inaugural. O’Donovan e Biden são velhos conhecidos. O padre conduziu o funeral de Beau Biden, filho do ex-vice-presidente, falecido em 2015. As homenagens à bandeira ficarão a cargo de Andrea Hall, comandante de bombeiros de South Fulton, Geórgia.

A cantora pop Lady Gaga será a encarregada de cantar o hino nacional. Ela disse estar honrada por participar desse acontecimento histórico. Em seguida, haverá uma leitura de poesia de Amanda Gorman, jovem escritora afro-americana cuja obra enfoca o feminismo e questões raciais. Ele disse à imprensa local que seu poema terá o objetivo de abrir “um novo capítulo de dignidade, integridade, esperança e unidade nos Estados Unidos”.

O show musical da cerimônia de posse ficará a cargo de Jennifer Lopez. Na segunda-feira foi confirmado que o ídolo country Garth Brooks também participará das celebrações. “Não é uma declaração política. É uma declaração de unidade”, disse o músico em entrevista coletiva. Quatro anos atrás, Brooks evitou cantar para Donald Trump, mas em 2009 cantou para o início da era Obama.

O especial de televisão

Pela primeira vez desde 1949, não haverá baile inaugural. Como praticamente todos os eventos públicos do mundo nestes tempos de pandemia, o baile será virtual. O ator Tom Hanks apresentará a partir das 20h30 (22h30 de Brasília) um programa repleto de estrelas, que incluirá números musicais de Justin Timberlake, Jon Bon Jovi, Demi Lovato e Ant Clemons.

Também participarão do especial de 90 minutos Bruce Springsteen, Foo Fighters e John Legend. A equipe de transição de Biden afirma que a cerimônia será transmitida pelas grandes redes de televisão dos Estados Unidos e pelas plataformas do YouTube, Facebook, Twitter e Twitch.

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