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Explosão de carro-bomba em Bogotá deixa mais de 20 mortos em escola policial

Presidente Iván Duque disse que se trata de um "ato terrorista" e que a Colômbia está "unida para enfrentá-lo". Cerca de 60 pessoas ficaram feridas

Atentado com carro-bomba em Bogotá, Colômbia
Familiares das vítimas na entrada da academia de polícia de Bogotá. AP

A explosão de um carro-bomba na Escola General Santander da Polícia de Bogotá, capital da Colômbia, nesta quinta-feira, 17, deixou mais de 20 mortos e cerca de 60 feridos. O atentado, confirmado pelo prefeito da capital colombiana, Enrique Peñalosa, ocorreu no interior da escola de cadetes, no sul da cidade. As autoridades investigam a autoria do ataque, que foi registrado por volta das 10h (13h em Brasília).

“Estou regressando de imediato a Bogotá com a cúpula militar ante o miserável ato terrorista cometido na Escola General Santander contra nossos policiais”, afirmou o presidente da Colômbia, Iván Duque, que liderava um conselho de segurança no departamento de Chocó, na costa do Pacífico. “Vamos ao lugar do incidente. Dei ordens à Força Pública para determinar os autores desse ataque e levá-los à Justiça. Todos os colombianos rejeitamos o terrorismo e estamos unidos para enfrentá-lo. A Colômbia se entristece, mas não se detém ante a violência”, completou o mandatário no Twitter.

Uma inspetora que foi testemunha dos fatos, Fanny Contreras, relatou ao Canal 1 que “um carro entrou à força” por um posto de controle de segurança secundário. “Explodiu logo depois. Foi muito forte. O veículo entrou abruptamente.” O Ministério Público e a Polícia estão a cargo da investigação. “Toda a nossa capacidade investigativa [está] voltada para desmascarar os terroristas. Os atos urgentes na cena do crime fornecem as primeiras provas materiais. Haverá justiça”, declarou o procurador-geral do país, Néstor Humberto Martínez.

As forças de segurança tentam agora determinar qual grupo tem capacidade e estrutura para perpetrar um atentado dessas características contra um dos símbolos da Polícia colombiana. O Exército de Libertação Nacional (ELN) continua ativo; ainda não deixou as ações armadas e tem recebido sucessivas advertências do Governo. O Clã do Golfo é uma organização criminosa dedicada principalmente ao narcotráfico. Há também as dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), grupos da antiga guerrilha que rejeitaram o acordo de paz alcançado em 2016 por Juan Manuel Santos.

Bogotá, atingida durante décadas pela violência durante o conflito armado com as FARC, sofreu cerca de 30 atentados com explosivos. O último ataque com mortos foi em junho de 2017 no Centro Comercial Andino, no norte da capital. Três mulheres morreram. Meses antes, em fevereiro, uma pessoa morreu nas mãos do ELN nos arredores da praça de touros La Santamaría.

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