_
_
_
_

Virada Cultural traz de Caetano a É o Tchan, em busca do público perdido

EL PAÍS faz seleção de eventos no centro, que, pelo segundo ano seguido, perde destaque na programação

Tu suscripción se está usando en otro dispositivo

¿Quieres añadir otro usuario a tu suscripción?

Si continúas leyendo en este dispositivo, no se podrá leer en el otro.

¿Por qué estás viendo esto?

Flecha

Tu suscripción se está usando en otro dispositivo y solo puedes acceder a EL PAÍS desde un dispositivo a la vez.

Si quieres compartir tu cuenta, cambia tu suscripción a la modalidad Premium, así podrás añadir otro usuario. Cada uno accederá con su propia cuenta de email, lo que os permitirá personalizar vuestra experiencia en EL PAÍS.

En el caso de no saber quién está usando tu cuenta, te recomendamos cambiar tu contraseña aquí.

Si decides continuar compartiendo tu cuenta, este mensaje se mostrará en tu dispositivo y en el de la otra persona que está usando tu cuenta de forma indefinida, afectando a tu experiencia de lectura. Puedes consultar aquí los términos y condiciones de la suscripción digital.

Caetano Veloso na Virada Cultural de 2015
Caetano Veloso na Virada Cultural de 2015Divulgação
Mais informações
O condomínio seguro que converte as cidades brasileiras em inseguras
A Virada Sustentável vai ocupar São Paulo
Doria desata crise com incertezas sobre a Virada Cultural às vésperas da posse

A 14ª Virada Cultural começa neste sábado, 19, às 18h, defendendo o mesmo mote da edição passada: descentralização. Envolta em polêmica, a Virada de 2017 tirou grandes atrações do centro da cidade e as colocou em novos palcos, em bairros mais afastados. A lógica, segundo a Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo, era levar mais eventos para a periferia e esvaziar um pouco as ruas do centro durante a madrugada, vistas pela administração como superlotadas. O resultado, contudo, foi um esvaziamento do evento em geral. A última edição registrou, segundo estimativas da própria Prefeitura, um público de 1,6 milhão de pessoas contra os 3 a 4 milhões de anos anteriores.

Este ano, com alguns pontos revistos em relação à Virada passada, a Prefeitura tem a expectativa de reconquistar o público perdido, mas continuar com a lógica da descentralização. Os palcos do Sambódromo do Anhembi – que chegou a ter um show de Daniela Mercury, uma das principais atrações, com um público de cerca de apenas 3.000 pessoas –, Parque do Carmo e Autódromo de Interlagos, por exemplo, não estão mais na programação. Em compensação, a zona norte e leste terão novos espaços no Parque da Juventude e na Arena Corinthians, respectivamente.

O centro da cidade, que sempre foi uma das maiores atrações na madrugada da Virada, por outro lado, terá até menos atrações do que em 2017, mas com nomes mais conhecidos, festas e novas atividades, como um parque de diversões no Anhangabaú e um cinema ao ar livre na rua XV de Novembro. Ao jornal Folha de S. Paulo, o secretário da Cultura, André Sturm, defendeu a descentralização do evento, ressaltando que a agenda em bairros fora do centro oferece mais oportunidades para outros públicos participarem da programação, além de ter reduzido o número de danos à cidade. Este ano, a principal atração é um cortejo do bloco de Carnaval “Tarado Ni Você” com a presença de Caetano Veloso. Mas tem também show do popular É o Tchan, famoso grupo de axé sensação dos anos 90.

Em reportagem do EL PAÍS, urbanistas e programadores culturais viram as mudanças na Virada passada com cautela. Foram feitas ressalvas sobre a capacidade de atração que palcos fora do centro teriam. Mas também havia a crença de que o evento, um sucesso mantido por todas as administrações públicas que têm passado pela cidade, não deveria ter um modelo fixo. De um ano para cá, João Doria já deixou a Prefeitura para concorrer ao Governo do Estado de São Paulo, muita coisa aconteceu, mas a discussão sobre o evento mantém-se praticamente a mesma: descentralizar a Virada significa esvaziar sua essência, ou seja, uma noite de programação cultural na rua? O evento deste ano é mais um teste para o modelo defendido pela atual Prefeitura.

Seleção da programação no centro

Ao todo, são cerca de 900 atrações espalhadas por várias regiões da cidade, entre música, festas, teatro, dança, oficinas artísticas e cinema (veja a agenda completa aqui). Na zona oeste, o destaque é a Chácara do Jockey, que receberá shows do Nação Zumbi, Karol Conka, Projota, entre outros. Na leste, o palco da Arena Corinthians tem os destaques de Katinguelê, Leci Brandão e Fabiana Cozza. Na norte, há o Parque da Juventude, com alguns nomes como Liniker, Roberta Miranda e Funk Como Le Gusta. Na sul, a Praça do Campo Limpo recebe Dj Hum, Emicida e Diogo Nogueira. Há ainda uma programação paralela em diferentes instituições públicas e privadas, como os CEUs, o Insituto Moreira Salles e o Sesc. O EL PAÍS preparou uma agenda de atrações que acontecerão no centro da cidade, onde a circulação entre um ponto e outro do evento pode ser feita à pé, enquanto se observa o cenário noturno de São Paulo.

Sábado

Domingo

Mais informações

Arquivado Em

Recomendaciones EL PAÍS
Recomendaciones EL PAÍS
_
_