Seleccione Edição
Entra no EL PAÍS
Login Não está cadastrado? Crie sua conta Assine

Menino britânico de 10 anos corrige Museu de História Natural de Londres

Criança, portadora da síndrome de Asperger, avisou que um dinossauro estava mal identificado

Natural History Museum Charlie
Visitantes no Museu de História Natural de Londres em janeiro. Reuters

Charlie, um menino britânico de 10 anos, detectou um erro no Museu de História Natural (o Natural History Museum), de Londres, no Reino Unido. Durante uma visita com sua família, o pequeno, portador da síndrome de Asperger, percebeu que um dos dinossauros estava mal identificado, segundo informa a rede britânica BBC. Uma das legendas continha um erro: dizia que a silhueta de um dinossauro correspondia a um oviráptor, quando na verdade se tratava de um protocerátopo. Ele avisou seus pais, que de início não acreditaram nele, e depois os responsáveis pelo museu, que reconheceram a falha e agradeceram sua colaboração.

Em 21 de julho, a família de Essex fazia uma visita noturna ao museu com seus dois filhos. Enquanto outras crianças participavam de uma atividade chamada “caça aos dinossauros”, Charlie se dedicou a ler todas as legendas. E notou o erro. Uma etiqueta mostrava a figura de um ser humano comparada em escala a um dinossauro. O texto dizia que o dinossauro era um oviraptor. Charlie, que sabia que os oviraptores caminhavam sobre duas patas e não quatro, como mostrava na imagem, disse a seus pais que a imagem estava errada, já que a silhueta correspondia a um protocerátopo.

“Charlie adora paleontologia desde que era muito pequeno e começou a ler enciclopédias quando tinha uns três anos”, conta sua mãe à a BBC. “Tem síndrome de Asperger e, por isso, quando gosta de um assunto tenta pesquisar tudo que pode sobre o tema”, acrescenta. Mesmo sabendo dos muitos conhecimentos do filho sobre dinossauros, quando o menino apontou o erro, ela não acreditou. “Tudo bem, sabemos que você é bom, mas estamos no Museu de História Natural”, disse a ele. O menino insistiu e acessou o Google para provar que estava certo.

Os pais entraram em contato com os responsáveis do museu, que enviaram uma carta a Charlie agradecendo-o por avisar sobre a falha e elogiando seus conhecimentos. Um porta-voz explicou que a galeria “tinha sido reformada várias vezes” e que “houve um erro”.

MAIS INFORMAÇÕES