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Após negociação com Governo nigeriano, Boko Haram solta 21 meninas

Cruz Vermelha Internacional e Governo da Suíça intermediaram as conversações do grupo terrorista com Governo nigeriano

Boko Haram
Um soldado do Boko Haram em vídeo divulgado em agosto passado. AP

A Presidência da Nigéria confirmou nesta quinta-feira a libertação de 21 das 200 meninas Chibok sequestradas pelo grupo terrorista Boko Haram em 2014 e afirmou que essa soltura resulta de negociações entre as partes. “A libertação das meninas, em um número ainda reduzido, é resultado das negociações entre o Governo e o Boko Haram com a intermediação da Cruz Vermelha Internacional e do Governo da Suíça. As negociações irão prosseguir”, afirmou, em comunicado, o assessor de Comunicação da Presidência da Nigéria, Garba Shehu, segundo informa o diário local Punch.

Shehu informou que as meninas estão sob custódia do Departamento de Serviços Estatais e que o diretor geral desse departamento, Lawal Daura, informou o presidente do país, Muhamadu Buhari, sobre o destino das meninas antes de que ele partisse em uma viagem oficial para a Alemanha.

As crianças, que estão muito cansadas, recuperarão suas forças até que sejam levadas ao vice-presidente do país, Yemi Osinbajo. “O presidente comemora a libertação das meninas, mas alerta os nigerianos para que estejam conscientes do fato de que mais de 30.000 compatriotas morreram vitimados pelo terrorismo”, afirmou o assessor da Presidência da Nigéria antes de informar que os nomes das meninas serão divulgados “em breve”.

Os terroristas divulgaram em abril passado um vídeo em que apareciam crianças supostamente pertencentes ao grupo de Chibok, para mostrar que a maioria das 276 adolescentes sequestradas continuavam em seu cativeiro. Dias depois, o presidente Buhari se mostrou disposto a negociar uma troca com prisioneiros do grupo terrorista para resgatar as sequestradas, como exigia o Boko Haram.

Em abril de 2014, o grupo terrorista Boko Haram sequestrou diretamente de uma escola um grupo de cerca de 270 meninas. Dezenas delas escaparam ainda no começo da ação de sequestro, mas ainda restam 200 não libertadas.

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