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Equador e Brasil se comprometem a melhorar seu intercâmbio comercial

Dilma e Correa aprovam acordos de integração regional para enfrentar crise e ampliar troca de bens

Os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff (à esq.), e do Equador, Rafael Correa, acenam de uma sacada em Quito.
Os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff (à esq.), e do Equador, Rafael Correa, acenam de uma sacada em Quito. REUTERS

Integração regional para enfrentar a crise econômica e maior intercâmbio comercial entre os países da região: esses foram os acordos que Dilma Rousseff e Rafael Correa aprovaram durante seu encontro em Quito. Um dos pedidos concretos do Equador, segundo o embaixador desse país no Brasil, Horacio Sevilla, foi reduzir o déficit da balança bilateral, já que o Equador compra aviões militares e comerciais e maquinário do Brasil, enquanto espera em breve começar a exportar produtos industrializados e aumentar a venda de banana, camarão e atum, que foram prejudicadas por problemas com o registro sanitário.

Em suas falas, os dois presidentes se comprometeram a reunir suas equipes da área econômica em março para selar estes acordos. O presidente Correa espera que as instituições financeiras do Brasil abram novas linhas de crédito para importar caminhões e ônibus do Brasil, e ao mesmo tempo espera que este país aumente suas compras do Equador. O Brasil já é um dos sócios estratégicos do país andino: no passado, financiou projetos emblemáticos, como a central hidrelétrica Manduriacu.

A cooperação sul-sul que existe entre Brasil e Equador continuará. Desde 2015 há uma agenda de cooperação técnica que terminará em 2017, na qual se destacam os programas de redução de incêndios florestais e de fortalecimento da rede hidrológica. Além disso, estão mantidos importantes projetos vigentes de cooperação, como o banco de leite materno, a implementação da TV digital e a assessoria para estabelecer um sistema de vigilância farmacológica.

A presidenta do Brasil se aproximou dos jornalistas no final da conferência para falar do zika vírus, da busca por uma vacina e do esforço que a sociedade brasileira espera para sair desta crise sanitária.

Na manhã desta terça-feira, paralelamente, realizou-se o prólogo da IV Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), com a reunião dos seus ministros de Relações Exteriores. Eles definiram os temas que os chefes de Estado discutiriam durante a jornada desta quarta. Ricardo Patiño, chanceler do país anfitrião, insistiu a seus colegas para que orientem seus esforços a erradicar a pobreza extrema na região. Segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), vivem na região quase 165 milhões de pessoas em situação de pobreza, das quais 69 milhões em pobreza extrema.

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