epidemia de microcefalia no brasil

Colômbia desaconselha mulheres a engravidarem por medo do zika vírus

Recomendação vai até julho, enquanto possível caso de microcefalia em um feto está sendo estudado

Análise de sangue de uma criança em São Paulo, para comprovar se está infectada pelo vírus do zika.
Análise de sangue de uma criança em São Paulo, para comprovar se está infectada pelo vírus do zika. (REUTERS)

O Ministro da Saúde da Colômbia, Alejandro Gaviría, recomendou na terça-feira às mulheres colombianas que evitem a gravidez antes de julho de 2016, “em consideração à fase na qual se encontra a epidemia do vírus do zika e o risco existente”, segundo um comunicado. Com essa medida, o país vai além da sugestão feita pelos Estados Unidos através do Centro de Controle e Prevenção de Doenças que desaconselha as grávidas a viajarem a 14 países da América Latina; entre eles o Brasil, Porto Rico e Colômbia.

O documento estabelece uma série de medidas especiais em todo o país frente à expansão do vírus. “Toda mulher grávida que não viva em uma região abaixo dos 2.200 metros do nível do mar não deve viajar a essas regiões pelo alto risco de contrair a infecção, pelo menos até a data informada, ou seja, metade do ano presente”. No último final de semana, o Instituto Nacional de Saúde informou que na Colômbia foram confirmados por volta de 11.000 casos da doença e existiam mais de 2.000 suspeitos, a maioria deles na região do Caribe.

Existem 459 grávidas e 101 casos a confirmar no número total de afetados. A contaminação pelo vírus em mulheres gestantes pode afetar o feto e provocar malformações congênitas e até mesmo a morte. O Ministério pede às grávidas que usem repelentes, que se não se aproximem de água coletada e a lavar as caixas de água.

O anúncio do ministro da Saúde chega ao mesmo tempo do anúncio de um possível caso de microcefalia em um feto publicado pelo senador de Cali Jorge Ospina, do partido Aliança Verde, em seu perfil no Twitter: “Dói na alma que uma criança nasça com malformações por culpa do Zika, uma doença que pode ser prevenida se informada oportunamente”.

O Executivo ainda não confirmou essa informação. O vice-ministro da área Fernando Ruiz informou que uma mulher com 20 semanas de gravidez se encontra em avaliação materno-fetal e sob estrita vigilância especializada em uma das regiões onde a doença proliferou, mas não mencionou o local exato.

Epidemia na prisão

Pelo menos 70 detentas, algumas grávidas, do pavilhão de mulheres da prisão Rodrigo de Bastidas da cidade de Santa Marta, no Caribe colombiano, apresentam sintomas do vírus do Zika, informaram fontes oficiais. A defensora regional da cidade, Yenny Sánchez, declarou à agência EFE que das 136 presas da penitenciária, pelo menos 70 apresentam os sintomas da doença, e dessas cinco “precisaram ser hospitalizadas” na última semana.

Arquivado Em: