Epidemia de microcefalia no Brasil

EUA confirmam caso de microcefalia em bebê cuja mãe esteve no Brasil

Criança nasceu no Havaí e é primeiro registro em território americano ligado ao vírus zika

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Um bebê nascido com microcefalia no Havaí se tornou o primeiro caso confirmado nos Estados Unidos da doença congênita em um recém-nascido cuja mãe foi infectada com o vírus zika. Conforme relatado pelo Departamento de Saúde Havaí, acredita-se que a mãe pode ter contraído o vírus quando residia no Brasil em maio de 2015 e estava grávida.

"Este caso destaca a importância das recomendações de viagens feitas pelo CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos)" para grávidas ou para as que planejam ter um filho, disse o chefe epidemiologista do Departamento de Saúde Hawaii, Sarah Park. Segundo as autoridades locais, até à data não houve nenhum caso de vírus zika encontrado no Havaí. Desde 2014, o Departamento de Saúde identificou seis pessoas que foram infectadas em outros países.

Nesta sexta, o Governo americano oficializou a recomendação para que mulheres grávidas ou que pretendam engravidar que evitem viajar para 14 países da América Latina em que houve casos de doença provocada pelo vírus zika, incluindo Brasil, Colômbia e outros 12 países. O motivo é a crescente suspeita de vínculo entre o vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, e condição. O Ministério da Saúde brasileiro já havia reportado a correlação, em meio ao aumento de 377% de bebês nascidos com microcefalia no Brasil entre novembro e janeiro.

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