feminismo

“Se uma pessoa pensar no assunto por causa da passeata, já valeu a pena”

Luiza Winter, de 16 anos, diz que é preciso sensibilizar quem diz não haver machismo

Luiza Winter
Luiza WinterArquivo pessoal

Não são poucas as meninas que assistem os vídeos da Jout Jout no YouTube. Tem uma galera que segue o Think Olga e uma legião de meninas e mulheres aderiu à corajosa campanha sobre o primeiro assédio. Muito orgulho de todas elas. Mas o que as mulheres precisam agora é ocupar as ruas. Por quê? Porque quem está nos grupos já se preocupa com as questões femininas. Nós precisamos urgentemente é sensibilizar os outros, aqueles que acham que não há machismo no Brasil e que essas feministas são só barangas que não conseguem arranjar namorado. Se uma única pessoa começar a se preocupar com esse assunto depois de ter cruzado com uma manifestação de mulheres na Paulista, já vai ter valido a pena.

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Estamos em 2015 e parece que, ao invés de ir para frente, a gente só vai pra trás. As questões da mulher são diminuídas e encobertas. Isso pode rolar de um jeito sutil: já aconteceu de você estar falando alguma coisa, seu amigo falar por cima de você – exatamente a mesma coisa que você estava explicando – e ele levar o crédito? Mas também, pior, de um jeito mais óbvio: quando o machismo quer se transformar em política de Estado, autorizando a violência contra a mulher (o projeto de lei absurdo do Eduardo Cunha, por exemplo). E quando o Enem resolve abordar esse assunto e um bando de moleque sai reclamando e minimizando a violência? Homens ainda ganham mais que mulheres – e eu ainda vejo gente defendendo essa ideia louca! O mundo não tá acostumado a ouvir o lado das mulheres e, se ninguém falar nada, não vai mudar nada. Está na hora de começar a se acostumar. A gente vai falar. Tem que falar sim, tem que reclamar sim, tem que fazer escândalo sim. Afinal, como já disse belamente Jout Jout, “silêncio nenhum vai te proteger de nada”.

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