A brasileira Dorrit Harazim, Prêmio García Márquez de jornalismo

Referente da profissão, repórter receberá o prêmio em 30 de setembro em Medellín

A jornalista brasileira Dorrit Harazim.
A jornalista brasileira Dorrit Harazim.

As guerras do Vietnã e do Camboja, o golpe contra o governo de Salvador Allende, no Chile, os atentados contra as Torres Gêmeas em Nova York, a primeira Guerra do Petróleo nos Emirados Árabes, quatro eleições presidenciais nos Estados Unidos e oito olimpíadas. Esses são apenas alguns dos feitos históricos dos quais a jornalista brasileira Dorrit Harazim (1943) foi testemunha e repórter em seus 50 anos de carreira, e pelos quais este ano receberá o Reconhecimento da Excelência do Prêmio Gabriel García Márquez de Jornalismo, no dia 30 de setembro, em Medellín, Colômbia.

O modo como Harazim narrou esses fatos e sua capacidade para “encontrar ângulos e aspectos que outros jornalistas deixam passar e para transportar o leitor até minuciosos e interessantes detalhes” são os aspectos destacados pelo Conselho Reitor do Prêmio GGM, integrado por Germán Rey, Mónica González, Jean-François Fogel, Jon Lee Anderson, Héctor Feliciano, Rosental Alves, Martín Caparrós, Sergio Ramírez, María Teresa Ronderos, Héctor Abad Faciolince e Joaquín Estefanía, que lhe concederam essa honraria de modo unânime.

Além disso, Dorrit Harazim se destaca por seu trabalho como editora em dois órgãos de grande importância no Brasil, as revistas Veja e Piauí, das quais formou parte da equipe fundadora. Ela também conseguiu uma destacada trajetória como colunista do jornal O Globo. O Conselho Reitor do Prêmio GGM reconhece também sua capacidade narrativa, fazendo uso magistral do idioma, por isso quem a lê diz que Dorrit Harazim escreve “no melhor português do Brasil”, como foi especificado na Ata de Julgamento redigida pelo Conselho Reitor do Prêmio GGM.

O Reconhecimento da Excelência é concedido anualmente a um jornalista de reconhecida independência, integridade e compromisso com os ideais do serviço público do jornalismo, que merece ser destacado e apontado como exemplo pelo conjunto de sua trajetória e contribuição excepcional à busca da verdade e o avanço do jornalismo. Gianina Segnini (Costa Rica), Javier Darío Restrepo (Colômbia) e Marcela Turati (México) são os jornalistas que receberam esse reconhecimento nas duas edições anteriores do Prêmio GGM, em 2013 e 2014.

O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira em uma entrevista à imprensa em São Paulo, no Centro Cultural Itaú, onde a vencedora respondeu às perguntas da imprensa acompanhada pelo diretor-geral da Fundação Gabriel García Márquez para o Novo Jornalismo Ibero-Americano (FNPI, na sigla em espanhol), Jaime Abello Banfi, e o diretor executivo, Ricardo Corredor Cure.

Medellín

Dorrit Harazim receberá o Prêmio em 30 de setembro em Medellín, na cerimônia na qual se conhecerá também o nome dos ganhadores das quatro categorias em disputa que compõem o Prêmio GGM: texto, Imagem, Cobertura e Inovação, às quais este ano se candidataram 1.645 trabalhos e que neste momento se encontra na segunda rodada de avaliação.

Em torno da cerimônia de entrega do Prêmio GGM, terá lugar o Festival do Prêmio GGM, de 29 setembro a 1º de outubro. Serão três dias de atividades gratuitas abertas ao público no centro de convenções Plaza Mayor, onde os participantes poderão ver e ouvir figuras de referência do jornalismo atual, cujos nomes serão anunciados nas próximas semanas. Dorrit Harazim, que fará parte da programação deste ano, também participou da edição de 2014 do festival.

O Prêmio

Esse prêmio da FNPI é possível graças à parceria entre a Prefeitura de Medellín, o Grupo Bancolombia, o Grupo SURA e suas filiais na América Latina. Também conta com o apoio permanente que a FNPI recebe de seu parceiro institucional, a Organização Ardila Lülle (OAL).

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