Pandemia de coronavírus

Um navio-hospital com mil leitos e 12 salas de cirurgia chega a Nova York

A embarcação militar USNS Comfort, a sexta maior do mundo, servirá para aliviar o iminente colapso provocado pelo coronavírus na cidade norte-americana

O navio-hospital USNS Comfort entrando na baía de Nova York, nesta segunda-feira. No vídeo, imagens da chegada do navio a Nova York.MIKE SEGAR (REUTERS) / EUROPA PRESS

O navio-hospital USNS Comfort, o sexto maior do mundo, chegou nesta segunda-feira ao Pier 90 em Nova York para aliviar o sistema hospitalar da cidade, onde já há quase 60.000 casos confirmados de Covid-19 e mais de mil mortes. O navio tem capacidade para 1.000 leitos, 12 salas de operações e necrotério, entre outros compartimentos. Não receberá pessoas infectadas pelo surto de coronavírus, mas servirá como hospital para pacientes com outras patologias ou cirurgias pendentes. O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, chegou ao cais para receber a embarcação: “Precisávamos deste impulso, precisávamos desta esperança criada por nossos irmãos e irmãs da Marinha”, disse ele diante de uma aglomeração de pessoas que não estavam respeitando a distância social recomendada.

O presidente Donald Trump reconheceu neste domingo na Casa Branca que adoraria ir receber o navio-hospital, mas os responsáveis ​​por sua segurança o impediram de fazer isso “pelas razões certas”. O que o presidente conseguiu foi se despedir da tripulação, que partiu neste sábado de Norfolk, na Virgínia. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, agradeceu nesta segunda-feira ao Governo federal por enviar o USNS Comfort. “Desde o início, sabíamos que a capacidade hospitalar era crítica. Pedimos, e o Governo federal respondeu”, escreveu ele no Twitter.

O Comfort tem uma tripulação de 1.200 pessoas. O objetivo é aliviar o trabalho dos hospitais para que possam usar suas unidades de terapia intensiva e ventiladores para pacientes infectados pelo coronavírus. No último dia, 253 pessoas morreram no Estado de Nova York. Não é a primeira vez que o petroleiro convertido em hospital presta seus serviços à cidade: após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, foi usado como base flutuante para as equipes de resgate. Os oficiais da Marinha no comando estão cientes do risco da operação. Foram tomadas precauções extremas para manter a embarcação livre do coronavírus, já que qualquer infecção poderia transformar a nave de resgate em uma fonte perigosa de contágio.

É o segundo navio-hospital da Marinha da classe Mercy posto à disposição para esta crise de saúde. O primeiro, também com capacidade para 1.000 leitos, está em Los Angeles desde sexta-feira para atender hospitais no sul da Califórnia, o terceiro Estado com mais infecções no país, atrás de Nova York e Nova Jersey. A embarcação conta com mais de 800 membros do pessoal médico e de apoio da Marinha e mais de 70 marinheiros do serviço civil. Seu destino inicial era Seattle, o primeiro foco da epidemia nos EUA, que já registram 143.667 casos e 2.487 mortes, segundo a Universidade Johns Hopkins.

Informações sobre o coronavírus:

- Clique para seguir a cobertura em tempo real, minuto a minuto, da crise da Covid-19;

- O mapa do coronavírus no Brasil e no mundo: assim crescem os casos dia a dia, país por país;

- O que fazer para se proteger? Perguntas e respostas sobre o coronavírus;

- Guia para viver com uma pessoa infectada pelo coronavírus;

- Clique para assinar a newsletter e seguir a cobertura diária.

Mais informações

O mais visto em ...

Top 50