Prefeito Bruno Covas piora e tem quadro considerado “irreversível”, diz boletim médico

Último informe da equipe que acompanha o prefeito de São Paulo, que luta contra um câncer, afirma que ele está acompanhado da família no hospital Sírio Libanês recebendo analgésicos e sedativos

Bruno Covas e o filho, Tomás, no mês passado.
Bruno Covas e o filho, Tomás, no mês passado.
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Bruno Covas na prefeitura de São Paulo.
Com piora no câncer, Bruno Covas é intubado em UTI para tratar sangramento no sistema digestivo
AME4750. SAO PAULO (BRASIL), 02/05/2021.- Fotografía de archivo fechada el 29 de octubre de 2021 del alcalde de Sao Paulo, Bruno Covas, habla en una entrevista con Efe en Sao Paulo (Brasil). El alcalde de Sao Paulo, Bruno Covas, enfermo de cáncer desde finales de 2019, presentará un pedido de licencia para apartarse del cargo ante el agravamiento de su enfermedad, según informó este domingo su equipo particular de prensa. Covas, quien estuvo hospitalizado hasta el pasado 27 de abril en el Hospital Sirio-Libanés de Sao Paulo por presencia de líquido en los pulmones, retornó a su residencia para continuar el tratamiento y decidió este domingo dejar por tiempo indeterminado la Alcaldía de la mayor ciudad brasileña. EFE/Fernando Bizerra
Covas deixa prefeitura de São Paulo para tratar novos focos de câncer e vice Ricardo Nunes assume

Internado com câncer no hospital Sírio Libanês, o quadro do prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), é considerado “irreversível” pela equipe médica, segundo o último boletim divulgado na noite desta sexta-feira. De acordo com médicos, ele se encontra no quarto acompanhado de familiares recebendo analgésicos e sedativos. O quadro de Covas, que está internado desde o dia 2 de maio, teve uma piora nesta sexta e passou a ser considerado muito grave pela equipe médica, segundo informações iniciais da TV Band.

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O prefeito se licenciou do cargo no último dia 2 para tratar da metástase. No dia seguinte foi submetido a uma “intubação oro-traqueal” na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Sírio Libanês, mas foi extubado no dia seguinte.

O primeiro diagnóstico é de outubro de 2019, quando detectaram um câncer na cárdia (ligação entre o esôfago e o estômago). Sem se afastar do cargo e sendo transparente sobre sua doença, o tucano chegou a dormir por quase três meses na prefeitura durante o início da pandemia, como relatou à repórter Marina Rossi, para diminuir as chances de contágio pela doença e continuar ativo no cargo público. Foi infectado pela covid-19 em junho de 2020, da qual se recuperou rapidamente.

Uma melhora em seu quadro clínico o permitiu concorrer e vencer as eleições municipais em novembro de 2020, derrotando Guilherme Boulos (PSOL) no segundo turno. Foram oito sessões de quimioterapia até fevereiro, quando informou que a doença voltou a piorar —se espalhou para o fígado e os ossos de Covas. Foi internado no dia 15 de abril, para um novo tratamento de quimio e imunoterapia, e teve alta no dia 27. Na terceira vez em que foi internado, em 2 de maio, decidiu se licenciar da Prefeitura.


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