Pandemia de coronavírus

São Paulo vê adesão ao isolamento social subir 13 pontos, mas ainda abaixo da meta do Governo

João Doria listou cidades com maiores e menores índices de isolamento. Governador também anunciou a obrigatoriedade da máscara no Estado a partir do dia 7

Depois de atingir 46% na semana passada, isolamento social chegou a 59% no domingo
Depois de atingir 46% na semana passada, isolamento social chegou a 59% no domingoRicardo Matsukawa

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou na coletiva desta segunda-feira o aumento no índice de isolamento social no Estado durante o último fim de semana. Depois do número abaixar para 46% no fim da semana passada, a porcentagem chegou em 59% neste domingo. Doria lamenta, no entanto, que o número esteja abaixo dos 70% recomendados pelas autoridades de saúde como ideal no combate à pandemia do novo coronavírus: “não estamos obtendo bons números”, disse o governador. Na mesma coletiva, ele anunciou a obrigatoriedade do uso de máscaras em todo o Estado a partir do dia 7 de maio.

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Ao lado de Bruno Covas, prefeito de São Paulo, Doria informou que o isolamento social na capital está em 58%. O governador listou as cidades com os melhores e as piores porcentagem de isolamento. A “campeã”, segundo Doria, é São Sebastião, que alcançou os 69%. Entre as piores, se destacam Catanduva, Ribeirão Pires e Presidente Prudente, que tiveram somente 44% de isolamento social no domingo.

São Paulo registra, até agora, 31.772 casos confirmados da covid-19 e 2.626 mortes. São ainda 8.500 pessoas internadas com sintomas, entre suspeitos e confirmados. A taxa de ocupação dos leitos de UTI em São Paulo está em 68%, enquanto na Grande São Paulo já chega a 89%. O hospital de campanha do ginásio do Ibirapuera, que foi inaugurado no último fim de semana, já recebeu 45 pessoas de outras cidades.

Doria não festejou o aumento em relação à quinta-feira passada, quando o índice estava em 46%, e disse que continua confiando e pedindo à população para que fique em casa. “Países com Governos responsáveis conseguem bons resultados e começam a diminuir as restrições”, disse ele. “Em São Paulo, seguiremos ouvindo a medicina e a ciência. Não há pressão econômica, empresarial, política, partidária ou ideológica”. Os últimos fins de semana já demonstraram que a porcentagem aumenta nos dias em que a maioria da população não trabalha, mas voltam a cair durante a semana.

Sobre o uso de máscaras, Doria disse que a fiscalização e regulamentação do uso de máscaras ficará a cargo de cada Prefeitura. Covas completou dizendo que até o dia 6, na véspera da obrigatoriedade, será divulgado os modos pelos quais as autoridades paulistanas controlarão e punirão quem descumprir o decreto. “O objetivo é proteger os brasileiros de São Paulo”, argumentou o governador. “Eu e Bruno Covas representamos o que Estados e Municípios têm feito para salvar vidas. Não fosse isso, nós teríamos 10 vezes mais óbitos e infectados em São Paulo hoje”, garantiu ele.


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