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LeBron James, ouro para ressuscitar os Lakers e mudar a NBA

Magic Johnson consegue grande feito com a contratação e busca outras estrelas como Kawhi Leonard

LeBron James, na última final contra Green Ampliar foto
LeBron James, na última final contra Green AP

Os Lakers definiram a miséria esportiva na NBA nos últimos cinco anos. A legendária e rica franquia de Los Angeles precisava de uma sacudida de primeiríssima ordem após as últimas péssimas campanhas, a aposentadoria de Kobe Bryant e a decadência da equipe. Magic Johnson assumiu o cargo há um ano e meio. Sua aposta, por fim, foi a mais alta possível. Jogou tudo em uma cartada, a que deve ser a mais decisiva, a de LeBron James. A estrela dos Cavaliers acaba de disputar sua nona final da NBA, a oitava consecutiva. Aos 33 anos tem quatro anéis e é a arma mais cobiçada por quem quer acabar com a hegemonia de uma super equipe como o Golden State.

A contratação de LeBron pelos Lakers, que lhe pagará 154 milhões de dólares (600 milhões de reais) por quatro temporadas, causou enorme impacto na NBA. Não só pelo que provocará em si mesmo como pelas consequências e o efeito dominó que acarreta. Se LeBron decidiu pelos Lakers, para mudar de equipe pela terceira vez em seus 15 anos de carreira (Cleveland de 2003 a 2010, Miami de 2010 a 2014, Cleveland de 2014 a 2018 e Lakers) é porque se assegurou de ter assinado com uma equipe com garantias de ser competitiva.

Após a decisão de LeBron se percebe uma certa frustração por sua última temporada com os Cavaliers. Aos 33 anos, o jogador de Akron (Ohio) atravessa um momento de forma física excepcional. “Sou como o bom vinho, melhor com a idade”, definiu. Nos ‘playoffs’ sua estatística foi novamente gigantesca: 34 pontos, 9,1 rebotes e 9 assistências. Mas nem mesmo assim pôde impedir que o Golden State varresse o Cleveland na final (4-0).

Por enquanto, os Lakers estão em plena construção da equipe para o próximo ano e seus principais jogadores com contrato são Lonzo Ball, Josh Hart, Brandon Ingram, Kyle Kuzma e Ivica Zubac. E espera-se que Magic Johnson, após ser o responsável pela contratação de LeBron, consiga trazer duas ou três estrelas. Kawhi Leonard, o principal jogador dos Spurs e que tantos problemas teve com o time nessa temporada, é mencionado como um dos grandes nomes. E também se anunciou o nome de Caldwell-Pope e as contratações de JaVale McGee e Lance Stephenson. Paul George, entretanto, que também interessava aos Lakers, decidiu renovar seu contrato com o Oklahoma City.

Os Lakers realizaram cinco das piores temporadas de sua história, com balanços negativos. Chegaram ao fundo do poço na temporada 2015-2016 em que ganharam somente 17 jogos. Desde que, com Kobe Bryant e Pau Gasol à frente, ganharam seu segundo anel consecutivo em 2010, o 16º de sua história, os Lakers decaíram. Em 2013 entraram nos ‘playoffs’ pela última vez. Uma temporada depois sua aposta em Mike D’Antoni no comando da equipe fracassou completamente. Um ano depois Pau Gasol abandonou a franquia.

Em fevereiro de 2017, a decadência causou mudanças drásticas na direção do clube. Jeanie Buss, filha do desaparecido proprietário da franquia, demitiu o diretor esportivo Mitch Kupchack e colocou Magic Johnson, legendário ex-jogador dos Lakers e do ‘Dream Team’. Várias das últimas grandes apostas não deram certo, caso de D’Angello Russel e Nick Young. Lonzo Ball, controversa escolha de Magic Johnson na segunda colocação do ‘draft’ de 2017, também não chegou ao nível que se esperava dele.

A mudança de equipe de LeBron mexe com a NBA. É uma mudança de conferência também. O Oeste continua se reforçando. O Golden State já teve muitas dificuldades na final da Conferência contra o Houston e precisou virar um 3-2 contra e com o fator quadra a favor dos Rockets. Os Celtics, apesar das baixas de suas duas principais estrelas, Gordon Hayward e Kyrie Irving, chegaram à final do Leste e perderam para o Cleveland. Toronto, que completou uma temporada regular extraordinária, afundou na semifinal da Conferência contra os Cavaliers. A viagem de LeBron, de Cleveland a Los Angeles, só reforça a hegemonia da Conferência Oeste.

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