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EUA, Canadá e México sediarão a Copa do Mundo de 2026

Congresso da FIFA, que acontece nesta quarta-feira em Moscou, descartou a candidatura de Marrocos

Copa do Mundo 2026
Representantes dos países vencedores se abraçam, nesta quarta. EFE

A candidatura conjunta de Estados Unidos, México e Canadá conquistou o direito de sediar a Copa do Mundo de 2026, por decisão do 68º Congresso da FIFA, que ocorre em Moscou nesta quarta-feira, véspera da abertura da Copa da Rússia. Marrocos, o outro país candidato a organizar o torneio, recebeu 65 votos, contra 134 da candidatura conjunta norte-americana. Será a primeira vez na história da quase centenária competição que três países reúnem forças para serem os anfitriões do evento. O único antecedente com uma Copa em mais de um país ocorreu em 2002, quando Coreia do Sul e Japão dividiram a organização.

A CBF, representada por Coronel Nunes, votou a favor da sede marroquina, mesmo tendo anunciado publicamente o apoio à candidatura da América do Norte. A decisão do cartola, que ocupa o cargo do presidente banido Marco Polo Del Nero, causou surpresa. A justificativa de Nunes foi que Marrocos nunca recebeu um Mundial, enquanto os americanos já abrigaram a competição uma vez e os mexicanos, duas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apoiou em 2017 o projeto conjunto, apesar de defender, em outro âmbito, a renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA, na sigla em inglês), que reúne as três nações. Na verdade, a candidatura conjunta se forjou em meio à tensão trilateral pela atualização do NAFTA, o maior acordo comercial do planeta, e pela intenção de Trump de erguer um muro na fronteira com seu vizinho do sul.

A proposta dos EUA, México e Canadá para a Copa do Mundo usou o lema “Unidos como um”. Os Estados Unidos encabeçam o número de cidades-sede, com 25; o Canadá terá quatro, e o México, três. Os estádios mexicanos serão o Azteca (87.000 lugares), o Akron de Guadalajara (45.364) e o BBVA de Monterrey (52.237). Com a escolha desta quarta-feira, o Azteca deverá se tornar o único estádio no mundo a receber três aberturas de Copa, e pode até mesmo ter a esperança de acolher uma terceira final, depois das edições de 1970 e 1986. Os principais estádios dos EUA foram usados em 2016 durante Copa América do Centenário. Entre eles se destacam o MefLife de Nova Jersey; o estádio NRG, em Houston; o Rose Bowl e o estádio Levi’s, na Califórnia. Além disso contam com o Gillete, em Massachusetts, o Soldier Field, em Chicago, e o CenturyLink Field em Seattle. O principal estádio do Canadá é o BC Plaza, em Vancouver. A distribuição das partidas, como o das sedes, foi desigual: 60 para os EUA, 10 para o Canadá e 10 para o México.

A candidatura da América do Norte era a mais sólida desde abril do ano passado, quando foi anunciada em Nova York. O trio enfrentou Marrocos pelo privilégio de ser o palco da primeira Copa com 48 equipes, envolvidas em 80 partidos. O país norte-africano, aliás, já tentou sem sucesso organizar o Mundial em outras quatro ocasiões: 1994, 1998, 2006 e 2010.

Como de costume, os países anfitriões se classificam automaticamente para a Copa que organizam. Desta maneira, os Estados Unidos, México e Canadá não terão que disputar as eliminatórias da Concacaf, que atualmente oferecem três vagas diretas, além de uma repescagem contra uma equipe asiática. Assim, times caribenhos e centro-americanos, como Guatemala, Nicarágua e Panamá, terão mais chances de chegar à fase final da Copa em 2026.

A última Copa do Mundo realizada na América do Norte foi em 1994, nos EUA. Naquela ocasião, pesou em favor do país a capacidade de infraestrutura e poder econômico, apesar da falta de tradição futebolística. Este aspecto se desenvolveu nos últimos anos com a chegada de grandes astros no ocaso de suas carreiras, como o espanhol David Villa e o inglês Frank Lampard. Contudo, outros esportes, como o beisebol e o basquete, ainda contam com muito mais torcedores.

Depois da Copa da Rússia, que começa nesta quinta-feira, a próxima edição do evento está programada para o Catar, em 2022.

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