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Na véspera de julgamento de Lula, comandante diz que Exército repudia impunidade

Movimentos de direita e anti-corrupção convocam protestos às vésperas do julgamento no Supremo

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Centenas de pessoas participaram do protesto no Rio de Janeiro. EFE

O STF (Supremo Tribunal Federal) julga nesta quarta-feira, 4 de abril, o pedido de habeas corpus da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 12 anos e mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex. Grupos como o MBL e o Vem pra Rua lideraram  manifestações na noite desta terça-feira em diversas cidades do país para pressionar os magistrados a negar a petição dos advogados do petista em várias cidades do país. A maior mobilização foi em São Paulo, como de costume, mas os protestos em capitais como Rio de Janeiro, Recife e Belo Horizonte também foram expressivos, apesar de não se compararem nem de longe aos grandes protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff. Ao fim da noite, os manifestantes receberam o apoio do comandante do Exército, general Villas Boas, que tuitou: "Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais". Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro no âmbito da Operação Lava Jato no ano passado, mas diz estar sendo perseguindo politicamente. Em 26 de março, o Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4), que já havia ratificado a condenação e aumentado a pena, negou o recurso dos advogados do petista. O clima no STF é de tensão máxima, com batalha interna entre os magistrados e lobbies a favor e contra a concessão do habeas corpus, que tem como pano de fundo a discussão sobre a legalidade ou não de obrigar um réu a cumprir provisoriamente a pena a partir da condenação em segunda instância.

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