Tiroteio na França

Estado Islâmico reivindica autoria de ataque a supermercado no sul da França

O sequestrador, identificado como um marroquino de 30 anos, foi morto pela polícia

Vista do lado de fora do supermercado.
Vista do lado de fora do supermercado.Reuters

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O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou nesta sexta-feira a autoria de um ataque feito por um homem armado que disparou contra policiais e fez reféns em um supermercado do sul da França, matando ao menos três pessoas.

O sequestrador foi morto pela polícia francesa após se entrincheirar um supermercado na região de Trèbes, sudoeste da França. O ministro do Interior da França, Gérard Collomb, confirmou a morte de três pessoas. O homem, identificado como Redouane Lakdim, de origem marroquina, matou o motorista de um carro que roubou e depois duas pessoas já dentro do mercado onde fez reféns.

No caminho, Lakdim ainda feriu um policial. Outro agente ficou ferido no tiroteio entre o autor e homens do Grupo de Intervenção da Gendarmaria Nacional (GIGN), que mataram o terrorista. "Era um criminoso comum, conhecido por posse de entorpecentes, mas não podíamos dizer que ele tomaria essa ação", afirmou o ministro sobre o terrorista.

O homem, que portava uma pistola, chegou a ficar trancado no interior do supermercado com pelo menos uma pessoa como refém, segundos fontes da agência EFE. De acordo com a emissora "France Info", o nome do indivíduo aparece no Arquivo de Apontamentos para a Prevenção da Radicalização com Caráter Terrorista (FSPRT, na sigla em francês).

O primeiro-ministro francês Édouard Philippe havia informado que tudo indicava se trata de um ato terrorista. Em entrevista à imprensa, ele disse que o policial ferido anteriormente quando patrulhava a pé junto com outros três companheiros não corria perigo de morte.

Segundo a imprensa francesa, o homem seria um marroquino, de cerca de 30 anos, e morador de Carcassonne. Ele foi identificado porque deixou o carro estacionado no supermercado. Depois de entrar no estacionamento gritando "Allahu Akbar" ("Deus é grande"), ele denunciou a intervenção militar francesa na Síria, ameaçou matar os clientes do supermercado e disse ser um "soldado" do grupo terrorista Estado Islâmico.

Além disso, o homem exigiu a libertação de Salah Abdeslam, o único preso na França pelos atentados terroristas de novembro de 2015 em Paris, que provocaram a morte de 130 pessoas.

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