Guarda não entrou na escola quando ouviu o tiroteio em massacre na Flórida
Agente estava armado e deveria ter intervindo. Ele permaneceu do lado de fora durante quatro minutos enquanto o massacre prosseguia
Um guarda de segurança no instituto Stoneman Douglas ouviu os disparos e foi ao prédio onde aconteciam, mas não chegou a entrar. Embora estivesse armado e devesse ter intervindo, permaneceu do lado de fora durante quatro minutos enquanto o massacre prosseguia. Dentro, Nikolas Cruz, de 19 anos, matava a tiros 14 estudantes e três adultos. Depois da tragédia, o guarda, Scot Peterson, teve seu salário suspenso e acabou pedindo demissão.
“Estou devastado”, disse o xerife do condado de Broward, Scott Israel, na entrevista coletiva em que relatou o que aconteceu na quinta-feira. “Isso remexe meu estômago. Ele não entrou”, disse sobre o vigia.
Os disparos duraram seis minutos. Quando aconteceram os primeiros tiros, Peterson estava em outro lugar, resolvendo um problema com uma aluna. Ele ouviu os disparos e, dois minutos depois do início do massacre, chegou ao edifício número 12, onde tudo estava acontecendo, onde estudavam os alunos do primeiro ano. Durante os quatro minutos restantes ele permaneceram ali sem entrar. Uma gravação de vídeo permitiu que a polícia visse o que aconteceu e comprovasse que o responsável pela segurança da escola não fez seu trabalho.
“Ele deveria ter entrado, encarado o assassino e o matado”, lamentou o xerife Israel. Nikolas Cruz usou um fuzil de assalto semiautomático AR-15. Ele disparou os alarmes para provocar o caos e lançou latas de fumaça para atirar no meio da confusão.
Nesta quinta-feira também foi divulgado que a polícia de Broward (condado onde fica Parkland, a cidade do instituto) recebeu relatórios afirmando que Cruz era um jovem perturbado obcecado por armas e com potencial para fazer um massacre na escola. O FBI admitiu que também foi alertado sobre o assunto e não agiu.
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