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A resposta do Brasil e do Canadá ao Governo de Nicolás Maduro

Diplomatas da Venezuela foram expulsos após medidas de Caracas contra representantes desses países

Brasil expulsa diplomata venezuelano
Nicolás Maduro, durante o Congresso da Pátria EFE

O Brasil declarou persona non grata o diplomata Gerardo Delgado, o mais alto funcionário venezuelano no país, em retaliação a uma medida similar adotada por Caracas na semana passada, informou o Ministério das Relações Exteriores nesta terça-feira, 26 de dezembro. No último domingo, o Canadá também anunciou a expulsão do embaixador venezuelano, Wilmer Barrientos, e do encarregado de negócios do país, Ángel Herrera.

A crise diplomática entre esses três países estourou no último sábado, quando a Venezuela decidiu declarar personas non gratas o encarregado de negócios da embaixada do Canadá no país, Craig Kowalik, e o embaixador do Brasil em Caracas, Ruy Pereira.

“O Brasil decidiu declarar ‘persona non grata’ o encarregado de negócios da Venezuela. Na prática, isso implica que ele deixará o país. É uma medida rápida”, detalhou um assessor do Itamaraty à agência France Presse.

O gigante sul-americano havia antecipado que aplicaria o princípio de reciprocidade se Caracas ratificasse as palavras da presidenta da Assembleia Nacional Constituinte, Delcy Rodríguez. No sábado, ela disse que seu país havia declarado como non grata a presença do embaixador brasileiro Ruy Pereira, que naquele momento já se encontrava no Brasil.

Mas o Itamaraty optou por não esperar e tomou medidas, três dias após afirmar que a determinação contra seu embaixador mostrava “o caráter autoritário da administração de Nicolás Maduro e sua falta de disposição para qualquer tipo de diálogo”.

As relações diplomáticas bilaterais foram congeladas em agosto de 2016, após o impeachment de Dilma Rousseff (2011-2016) e a chegada ao poder de Michel Temer. Caracas retirou seu embaixador, e Delgado passou a liderar a delegação com o cargo de ministro conselheiro. Após um longo período sem embaixador, o Brasil decidiu repor Ruy Pereira, embora sem abandonar suas fortes críticas contra a saúde da democracia venezuelana e a gestão de Maduro.

Delcy Rodríguez questionou alguns dos recentes pronunciamentos diplomáticos contra a Assembleia que preside, dizendo que a medida contra o Brasil será mantida “até que seja restituída a base constitucional que o Governo de facto vulnerou nesse país irmão”.

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