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Estado Islâmico ameaça o príncipe George da Inglaterra

“Nem sequer a família real se salvará”, diz mensagem interceptada no Telegram

Príncipe George
Príncipe George cordon press

O Estado Islâmico ampliou seus sinistros objetivos e ameaça a família real britânica, especificamente o príncipe George, de 4 anos, terceiro na linha de sucessão ao trono, segundo o tabloide londrino Daily Star. A publicação disse ter tido acesso a um grupo do Telegram no qual foram publicadas várias imagens do filho do príncipe William e de Kate Middleton, além de fotos da escola que ele frequenta, a Thomas Battersea, junto com seu endereço exato e uma mensagem suficientemente explícita: “Nem sequer a família real se salvará”, com uma frase em árabe que corresponde a uma canção jihadista.

A equipe de segurança que acompanha habitualmente o príncipe George já foi reforçada. Nos últimos meses, houve dois casos de mulheres que conseguiram entrar nessa escola sem se identificar. Em meados de setembro, uma mulher de 40 anos foi presa por tentativa de roubo no local, segundo a Scotland Yard. O incidente ocorreu quando as medidas de segurança já estavam sendo questionadas, pois outra mulher, Sarah Burnett-Moore, de 54 anos, afirmara ter sido capaz de percorrer seus corredores sem que ninguém pedisse que sua identidade, dias antes o início das aulas do príncipe no local. Segundo ela, os portões de ferro forjado e a porta da entrada principal estavam abertas.

O príncipe Harry da Inglaterra nos Jogos Invictus, realizados em Toronto, Canadá, no fim de setembro.
O príncipe Harry da Inglaterra nos Jogos Invictus, realizados em Toronto, Canadá, no fim de setembro. Cordon Press

Não é a primeira vez que o EI ameaça a família real britânica. Em 2015, o alvo foi a própria rainha Elizabeth II, coincidindo com o 70º. aniversário do final da Segunda Guerra Mundial. E há apenas um mês vários extremistas desafiaram ao príncipe Henry a enfrentar o jihadismo, em um inquietante vídeo.

O Telegram é um aplicativo de troca de mensagens de origem russa, semelhante ao Whatsapp, mas que oferece a seus usuários uma criptografia mais segura para a transmissão dos arquivos e textos, uma tecnologia que também complica a possibilidade de que as autoridades localizem os autores de postagens suscetíveis de serem investigadas por conterem crimes.

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