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Príncipe George irá para escola que ensina a “ser generoso”

Duques de Cambridge anunciam que o filho entrará na escola mista particular Thomas Battersea

O príncipe Jorge, no Canadá.
O príncipe Jorge, no Canadá. Cordon Press

Já está decidida a escola onde o príncipe George irá iniciar os seus estudos. O Palácio de Kensington anunciou na última sexta-feira que o filho mais velho de William e Kate Middleton frequentará a partir de setembro a escola particular Thomas Battersea. O estabelecimento, bastante restrito e onde muitos casais matriculam os filhos já no nascimento, fica a meia hora de carro do Palácio de Kensington e tem uma filosofia de ensino cuja primeira regra é “ser generoso” e em que se ensina a não ter melhores amigos para evitar ferir os sentimentos dos demais colegas.

É uma escola mista, e a matrícula custa cerca de 6.000 euros (20.000 reais). O estabelecimento tem foco em artes, esporte e muitas atividades fora da classe. “O duque e a duquesa de Cambridge enviarão seu filho, George, para a Thomas Battersea a partir de setembro deste ano. Suas altezas reais estão encantados por ter encontrado uma escola na qual têm certeza de que George será feliz e bem-sucedido no início de sua formação”, diz o comunicado emitido à imprensa pelo Palácio de Kensington.

O casal já havia anunciado, no ano passado, que planejava mudar sua residência de Norfolks para um apartamento dentro do Palácio de Kensington, para que William possa desempenhar com mais facilidade as suas atividades atinentes à família real.

A escolha da escola Thomas Battersea para aquele que é o terceiro na linha sucessória do trono britânico surpreendeu várias pessoas, pois sempre se imaginou que o menino iria para o mesmo estabelecimento de seu pai e de seu tio em Wetherby, para depois se transferir para Ludgrove e então concluir sua formação em Eton.

Segundo Peter Hunt, correspondente da casa real para a BBC, trata-se de uma pequena mudança nos hábitos da realeza. “É uma mudança, mas que não tem nada de revolucionária”, afirmou.

A escola Thomas Battersea, em Londres.
A escola Thomas Battersea, em Londres. Cordon Press

Hunt aborda a mudança comparando os diferentes métodos de ensino reservados para os herdeiros do trono. “A bisavó do príncipe George, rainha Elizabeth, tinha uma professora em casa. Naquela época, essa era a norma para as mulheres de classe alta. Já George estudará em uma escola com mais 500 alunos”, compara o especialista.

Hunt lembra também que o príncipe Charles tinha uma lousa e uma carteira instaladas para ele em um quarto do Palácio de Buckinham. E que só entrou para uma escola aos 8 anos de idade, rompendo, assim, com as convenções estabelecidas até então dentro da família real. “Os colegas de Charles tinham autorização para receber aulas de natação na piscina do palácio, pois não era muito bem vista a ideia de o herdeiro do trono usar uma piscina pública”, acrescenta Hunt. Ele diz, ainda, que, embora a realeza tenha se modernizado pouco a pouco, ainda não se coloca a ideia de que algum dia um futuro rei seja matriculado em uma escola pública.

O príncipe George em seu primeiro dia de creche.
O príncipe George em seu primeiro dia de creche.

Os diretores da escola, Ben e Tobyn Thomas, informaram que a chegada de George não alterará em nada o sistema educacional nem afetará a atenção que é dada a todos os alunos.

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