Câmara livra Temer e barra denúncia de Janot

Governo consegue placar mínimo de votos para barrar abertura de processo contra presidente

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Votação na Câmara da denúncia contra Temer. AFP
Brasília / São Paulo

O presidente Michel Temer garantiu o arquivamento da denúncia contra ele por corrupção passiva e, assim, manter seu mandado presidencial. Após mais de 11 horas de sessão no plenário da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (2 de agosto), o Governo obteve placar mínimo de votos para barrar a abertura de processo contra o peemedebista e impedir que o caso seguisse para o Supremo Tribunal Federal (STF). Temer foi o primeiro presidente brasileiro no exercício do mandato a ser denunciado por um crime comum, acusado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de supostamente ter beneficiado o empresário Joesley Batista, dono da JBS e delator da Operação Lava Jato, em troca de favores. Desde a denúncia, o Governo manteve uma intensa agenda de negociações com deputados para garantir a vitória na Câmara.

A sessão na Câmara teve início por volta das 9h, comandada pelo deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e a votação começou após horas de discursos, por volta das 18h30. O voto pelo "sim" era a favor do relatório substitutivo, do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que na CCJ pediu a rejeição da denúncia contra Temer. Já o voto pelo "não" era contra o relatório, ou seja, a favor da aceitação da denúncia da PGR e envio do caso ao STF. Para a abertura do processo contra Temer, eram necessários que dois terços da Casa (342 parlamentares) votassem a favor da aceitação da denúncia contra o presidente.

Veja como foi a cobertura, em tempo real, da votação da denúncia contra Temer na Câmara:

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