feminismo

Uma redação do Enem sobre a violência contra a mulher

João Maia de Moraes, 15, elogia a escolha do tema e diz que fez os adolescentes refletirem

João Vitor, 15.
João Vitor, 15.

No dia 8 de março, comemora-se o Dia Internacional das Mulheres, um único dia de um ano inteiro em que as mulheres têm reconhecimento pelas lutas e desafios que vêm passando desde tempos mais remotos, quando já eram subordinadas aos homens e serviam, mais que nada, à reprodução e a tarefas da vida doméstica. Entretanto, em todos os outros dias do ano há uma enorme injustiça, pois as mulheres – vítimas da ignorância que impera em nosso mundo machista – sofrem todos os tipos de agressão.

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As agressões contra as mulheres infelizmente são algo rotineiro, como quando elas passam normalmente pelas ruas e são obrigadas a escutar adjetivos ofensivos ditos por homens e até mesmo por outras mulheres, sem educação ou respeito pelo outro. Sofrem por andarem com medo em ruas escuras do país todos os dias depois do trabalho ou compromissos. Ainda por cima, não podem escolher as roupas que irão usar sem ser hostilizadas nas ruas.

A persistência da violência contra as mulheres no Brasil, tema deste ENEM, foi bem escolhido, pois fez com que tanto jovens como também adultos parassem para refletir sobre a sociedade machista em que vivemos. São muitos os dados disponíveis que revelam altos índices de violência física, processos gerados a partir da Lei Maria da Penha e o aumento do feminicídio. As mulheres estão cansadas e não aceitam ser chamadas de sexo frágil, porque realmente não são. Elas certamente trocariam um “feliz dia das mulheres”, a cada dia 8, por uma existência feliz.

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