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Cronologia (e vídeos) de mortes racistas nos EUA

A morte de negros em mãos de policiais volta a elevar a tensão racial

Manifestantes de Baltimore destroem um carro de polícia.
Manifestantes de Baltimore destroem um carro de polícia. CHIP SOMODEVILLA (AFP)
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A morte, filmada ao vivo, de outro cidadão negro, Philando Castile, nas mãos de um policial nos Estados Unidos voltou a provocar protestos e denúncias de discriminação racial dois anos depois que outro incidente semelhante, a morte do adolescente negro Michael Brown, pôs em destaque a desproporcional brutalidade policial contra a minoria afro-americana e despertou uma onda de ativismo social.

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6 de julho de 2016: Um policial de Falcon Heights (Minnesota) mata com vários tiros Philando Castile, um negro de 32 anos a quem tinha dado ordem parar porque seu veículo estava com um farol danificado. A namorada de Castile, Diamond Reynolds, retransmite com seu celular, ao vivo, para as redes sociais os momentos posteriores aos disparos. Nas duras imagens se pode ver Castile agonizando no banco do motorista, com o cinto de segurança ainda colocado e uma grande mancha de sangue no abdômen. A mulher afirma que Castile tentava pegar seu documento quando o agente começou a atirar. Pouco antes, explica, a vítima havia avisado a polícia que tinha uma arma, mas possuía uma permissão legal para portá-la.

5 de julho de 2016: Alton Sterling, um homem negro de 37 anos que vendia CDs diante de um supermercado em Baton Rouge (Louisiana) morre pelos disparos de pelo menos um dos dois policiais brancos que o haviam detido. Os tiros foram dados quando Sterling já havia sido dominado e estava caído no chão, com o joelho de um dos agentes sobre seu ombro. Uma gravação com parte do incidente foi divulgada rapidamente pelas redes sociais e desencadeou novos protestos.

19 de abril de 2015: A morte de Freddie Gay, o jovem afro-americano que morreu sob custódia da polícia, causou um mal-estar crescente na população de Baltimore, que promoveu uma onda de protestos contra a atuação das forças de segurança. Esse cenário de tensão alcançou seu momento mais violento depois da morte de Michael Brown, em Ferguson, em 9 de agosto de 2014. O jovem foi morto a tiros pelo policial Darren Wilson.

4 de abril de 2015: O agente de polícia Michael Slager aborda o veículo de Walter Scott, de 50 anos, em North Charleston (Carolina do Sul). Enquanto o policial comprova em seu veículo de patrulha os dados de Scott, este sai correndo, aparentemente por medo de ser preso por não pagar a pensão dos filhos. Slager o persegue. Scott continua fugindo, mas é alcançado pelos disparos do agente, que aperta o gatilho pelo menos oito vezes. Cinco balas atingem Scott e uma delas atravessa o coração.

10 de março de 2015: O policial Robert Olsen dispara contra Anthony Hills, ex-militar de 27 anos, depois que este havia sido denunciado por caminhar pelas ruas sem roupa. O incidente ocorreu em Atlanta, no estado da Geórgia. Hills sofria de um transtorno mental e resistiu à prisão.

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6 de março de 2015: O policial Matt Kenny dispara contra Tony Robinson, de 19 anos, em Madison (Wisconsin). Três balas atingem o jovem, uma delas na cabeça. O policial havia sido alertado de que Robinson estava provocando distúrbios no tráfego em uma área residencial e que havia tentado agredir duas pessoas. O agente afirmou que tentou se defender contra uma agressão de Robinson.

22 de novembro de 2014: Timothy Loehmann, um policial de Cleveland, dispara no abdômen de Tamir Rice, de 12 anos, depois de abordá-lo num parque porque o menor carregava uma pistola falsa. Loehmann foi ao parque com outro policial em um carro de patrulha. Dispararam enquanto desciam do veículo. A arma não tinha a etiqueta laranja, que alerta que é falsa. Rice morreu um dia depois.

9 de agosto de 2014: O policial Darren Wilson, enquanto fazia a patrulha com seu veículo policial, encontra o jovem Michael Brown em Ferguson, no início da tarde. Brown, segundo informações, havia roubado cigarros em uma loja e Wilson recebeu o aviso. Depois de um confronto entre os dois, o policial dispara até 18 vezes. Seis balas atingem Brown.

17 de julho de 2014: Vários agentes de polícia da cidade de Nova York abordam Eric Garner, que é acusado de venda ilegal de cigarros. Depois de uma discussão, um dos policiais agarra Garner, de 43 anos, pelo pescoço para dominá-lo. Poucos minutos depois, Garner, que tinha problemas respiratórios, morre no chão. O exame médico classificou a morte como homicídio.

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