Reativação do Calbuco leva a uma nova evacuação no Chile

Duas mil pessoas foram retiradas pela possível inundação de áreas povoadas

Vista do vulcão Calbuco, na sexta-feira, 24 de abril.
Vista do vulcão Calbuco, na sexta-feira, 24 de abril.

Quarenta e oito horas depois da primeira erupção do Calbuco, a 1.000 quilômetros ao sul de Santiago do Chile, as autoridades tiveram que iniciar uma nova evacuação preventiva por causa dos fluxos de sedimentos e água que se deslocam da encosta do vulcão até o rio Correntoso com o iminente risco de inundações de áreas povoadas. Cerca de 2.000 pessoas que vivem nas cidades chilenas de Chamiza, Correntoso e Lago Chapo, na região dos Lagos, iniciaram a saída de suas casas, de acordo com a informação divulgada pelo Escritório Nacional de Emergências (ONEMI).

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Os afetados serão transferidos a albergues da cidade de Puerto Montt e entre eles estão algumas das 4.000 pessoas que tinham sido evacuadas na quarta-feira e que tiveram a permissão de voltar por algumas horas para revisar suas residências e seus animais.

O Serviço Nacional de Geologia e Mineração (Sernageomin), em seu último relatório, afirmou que o vulcão Calbuco encontra-se, desde a noite de quinta-feira, em uma fase instável e que poderia jorrar lava nas próximas horas, por isso recomenda que as autoridades mantenham desabitado um raio de 20 quilômetros. Nesta sexta-feira, a coluna de partículas chegava a cerca de dois quilômetros de altura.

O ministro do Interior, Rodrigo Peñailillo, depois da reativação do vulcão decidiu ir à região dos Lagos com o objetivo de analisar novas medidas na zona de emergência. “Pedimos a todas as pessoas não só respeitar os 20 quilômetros ao redor do vulcão pelo risco que existe, mas também se afastar do leito dos rios, já que o aumento das correntes pode gerar situações muito complexas”, indicou o ministro. Peñailillo também indicou que o alerta vulcânico se mantém em nível vermelho, o que significa que o processo eruptivo em curso implica uma “alta ameaça para a população”.