O Estado não deveria operar como um ‘call center’

A tecnologia pode ser usada como desculpa para sacrificar direitos essenciais de milhares de pessoas

Renato Leite Monteiro|Caio César Vieira Machado|Leôncio da Silva Junior
Fila em agência da Caixa no Rio de Janeiro.
Fila em agência da Caixa no Rio de Janeiro.Reuters

Urrando de dor, o britânico Mark Hemmings ligou para o número 999, central de emergências no Reino Unido. Era 2013, Mark tinha 41 anos e mobilidade limitada. Uma operadora atendeu e ele logo explicou: “Estou com uma dor agonizante na barriga, doutora. Você pode me enviar uma ambulância?”. A operadora fez uma série de perguntas sobre os sintomas e, apesar da insistência de Mark para que lhe enviassem uma ambulância, a operadora recomendou que ele ficasse em casa e retornasse mais tarde. Mark foi encontrado inconsciente ...

Mais informações