Tribuna
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A função da crítica

A boa literatura é sempre subversiva, e os bons romances são motores permanentes de mudança social. Os críticos devem não apenas descobrir talentos, mas também detectar a relação entre a fabulação e a realidade social

FERNANDO VICENTE

Descobri Edmund Wilson em 1966, quando me mudei de Paris para viver em Londres. As aulas no Queen Mary College, primeiro, e depois no King’s College não me tomavam muito tempo e eu podia passar várias tardes por semana lendo no belíssimo Reading Room da British Library, na época ainda dentro do Museu Britânico. Havia dois críticos que era indispensável ler todos os domingos: Cyril Connolly, autor de Enemies of promise (Inimigos da promessa), e The unquiet grave (O túmulo inquieto), cuja coluna às vezes versava sobre literatura, mas mais frequentemente sobre pintura e política, e ...

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