Eleições EUA 2020
Análise
Exposição educativa de ideias, suposições ou hipóteses, baseada em fatos comprovados (que não precisam ser estritamente atualidades) referidos no texto. Se excluem os juízos de valor e o texto se aproxima a um artigo de opinião, sem julgar ou fazer previsões, simplesmente formulando hipóteses, dando explicações justificadas e reunindo vários dados

Vitória de Biden depende de Nevada e Arizona. Assim estão os cálculos nos Estados decisivos

Análise do EL PAÍS revisa as contas que decidirão as eleições dos EUA. Para vencer, candidatos têm que alcançar 270 votos no colégio eleitoral

Um trabalhador da contagem de votos move máquinas de votação no Clark County Election Department, em Las Vegas, Nevada.
Um trabalhador da contagem de votos move máquinas de votação no Clark County Election Department, em Las Vegas, Nevada.John Locher (AP)
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Depois de 24 horas de escrutínio, o duelo entre Donald Trump e Joe Biden segue aberto. Nas últimas horas, dois dos três Estados que deram a vitória a Trump em 2016, penderam para o lado democrata: Michigan e Wisconsin. O terceiro é a Pensilvânia, que segue em aberto e poderia ser decisiva, mas também há que se atentar a outros quatro territórios que seguem sem estar completamente fechados: Arizona, Geórgia, Nevada e Carolina do Norte. Em continuação, revisamos as contas que decidirão as eleições.

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Caso se confirme a vitória de Biden no Arizona e Nevada, ele será presidente. Há quatro estados com um favorito, mas a contagem de votos continua em andamento: Biden é o líder no Arizona (11 votos eleitorais) e em Nevada (6), enquanto Trump segue liderando na Carolina do Norte (15) e Geórgia (16). Se nenhum destes Estados mudar, pouco importa o que acontecer na Pensilvânia: Joe Biden será o próximo presidente dos Estados Unidos.

Os cálculos nesta situação são simples: ganhando em dois destes três Estados, tanto Biden quanto Trump alcançam os 270 votos eleitorais que dão a presidência. Geralmente pensamos neles como um bloco que se move junto, mas não tem por que ser assim. As margens de vitória são tão pequenas (entre 10.000 e 100.000 votos) que um condado ou uma cidade podem eleger um dos candidatos e deixar o resto do Estado de outra cor. Trump conquistou a vitória em 2016 graças a 80.000 votos na Pensilvânia.

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E se perder Nevada ou Arizona? Então Biden necessita ganhar a Pensilvânia, Geórgia ou Carolina do Norte.

Na Pensilvânia, Trump tem a vantagem, ainda que o resultado possa mudar com o avançar da contagem de votos por correio: o escrutínio até agora antecipa um domínio democrata esmagador nestes votos (78% a 21%), que poderia ser suficiente para neutraliza a vantagem que o presidente tem neste momento. Por sua vez, a Geórgia, se mantém em uma posição incerta: a contagem dá a Trump menos de 80.000 votos de vantagem e faltam contar votos suficientes para produzir uma reviravolta. A Carolina do Norte é mais difícil para os democratas porque a contagem está quase finalizada e Trump tem uma vantagem de 1,4 pontos.

E se perder os dois, Nevada e Arizona? Neste caso, Biden deve cumprir uma de duas condições: ganhar a Pensilvânia ou ganhar a Geórgia e Carolina do Norte. Se somente levar a Geórgia, empata em 269. Se ganhar a Carolina do Norte ou não ganhar em nenhum dos três, então o presidente será Donald Trump.



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