Rosana Pinheiro-Machado estreia coluna no EL PAÍS: “Quero ampliar o entendimento sobre o crescente autoritarismo e as formas de resistência”

Antropóloga e professora da Universidade de Bath, no Reino Unido, é autora de ‘Amanhã vai ser maior’, sobre os protestos e movimentos de resistência no Brasil

A nova colunista do EL PAÍS, Rosana Pinheiro-Machado.
A nova colunista do EL PAÍS, Rosana Pinheiro-Machado.Renata Fetzner

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Rosana Pinheiro-Machado, professora de desenvolvimento internacional da Universidade de Bath, no Reino Unido, estreia como colunista do EL PAÍS. Premiada no Brasil e no exterior por sua pesquisa acadêmica, a antropóloga já era uma voz frequente no jornal ―com ela, analisamos o movimento dos rolêzinhos, em 2014, e as nuances da ascensão do bolsonarismo, em 2018, por exemplo. Agora, como colunista, ela diz que seu objetivo é “ampliar o entendimento tanto do crescente autoritarismo quando das formas de resistência” no mundo.

Pinheiro-Machado lidera, no momento, uma pesquisa sobre a direita radical no sul global que se transformará em livro. “É urgente que nós brasileiros olhemos, para além dos limites do trumpismo, para a experiência do sul global: para o modismo na Índia, o dutertismo nas Filipinas e a ressurgência da supremacia branca na África do Sul, só para iniciar a conversa”, afirma a professora, que já lecionou na Universidade de Oxford, também no Reino Unido.

A autora de Amanhã vai ser maior: o que aconteceu com o Brasil e possíveis rotas de fuga para a crise atual (Planeta, 2019) direciona a análise para “as soluções e formas de resistência que já existem no mundo, para o que as mulheres estão fazendo no Chile e a na Argentina”.

Em sua primeira coluna para o EL PAÍS, Rosana Pinheiro-Machado escreve sobre as manifestações contra Jair Bolsonaro, no sábado, as mais contundentes desde que o ultradireitista chegou ao poder: “É emblemático que os muitos cartazes diziam ‘estamos vivos’, especialmente porque grande parte de quem foi para as ruas foi justamente aquele que se isolou, quem perdeu amigos e familiares sabendo da importância de alguma forma de lockdown. Não foi uma escolha fácil. Muitas pessoas que não colocaram o nariz para fora de casa nos últimos meses sentiram que precisavam apoiar o ato para dizer que, apesar de tudo, estamos politicamente vivos.”

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