Minas Gerais à beira do precipício
Estado tem 211 cidades em estado de emergência por causa das chuvas e cinco estão em calamidade pública. Houve mais mortes neste período chuvoso do que em quatro anos juntos
As fortes chuvas que atingiram Minas Gerais neste verão colapsaram o Estado. Desde o início deste período chuvoso, em outubro, até a última sexta-feira, morreram 72 pessoas —um número maior do que o registrado no mesmo período nos quatro anos anteriores juntos (52). Já são 211 cidades em estado de emergência, sendo cinco em situação de calamidade pública. Existem 16.011 desalojados e 3.103 desabrigados, de acordo com o último balanço da defesa civil, da última sexta-feira.
Belo Horizonte é a cidade que concentra o maior número de mortes. São 13 vítimas, sendo 12 delas de deslizamentos e desabamentos ocorridos em três bairros, Vila Bernadete, Barreiro, e Jardim Alvorada. O caso mais grave ocorreu na sexta-feira, 24 de janeiro, dia de recorde histórico de índice de chuva na capital. Um barranco cedeu e soterrou pelo menos cinco casas, na Vila Bernadete, deixando sete mortos. O local não era considerado de risco pela Defesa Civil do município.
“O grande problema de Belo Horizonte é que a cidade tem uma combinação de fatores que acaba ocasionando o que, na aviação, chamamos de tempestade perfeita. Todos eles somados acabam ocasionando esses desastres repetidos”, afirma o tenente Pedro Aihara, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. “Há uma política de canalizar córregos que não favorece, um crescimento desordenado da população e a ocupação da cidade de maneira não organizada. Além disso, o relevo é acidentado e a composição do solo favorece a movimentação. É uma bomba relógio.”
O EL PAÍS sobrevoou com um drone as áreas afetadas pelos deslizamentos. As imagens mostram uma cidade à beira do abismo.
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