Copa do Mundo feminina

Audiência da Copa feminina bate recordes pelo mundo

No Brasil, último jogo da seleção, impulsionado por transmissão da Globo, atingiu mais de 30 milhões de telespectadores

Empresas disponibilizaram TVs para funcionários assistirem aos jogos da Copa no Brasil.
Empresas disponibilizaram TVs para funcionários assistirem aos jogos da Copa no Brasil. (Divulgação)

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No último domingo, o Brasil estabeleceu o novo recorde de audiência da modalidade. Mais de 30 milhões de telespectadores acompanharam a derrota da seleção para as anfitriãs francesas. O número foi impulsionado pela Globo, que pela primeira vez transmitiu o torneio em rede nacional e atingiu aproximadamente 30 pontos de audiência, superando o registrado pelos Estados Unidos na final da Copa de 2015. Naquela ocasião, cerca de 25 milhões de americanos haviam assistido à vitória de sua seleção sobre o Japão. Com a transmissão do Mundial, a maior emissora brasileira contabilizou mais espectadores que a média do horário em todos os jogos da equipe de Marta, Cristiane, Formiga e companhia.

Já na Espanha, um total de 1,3 milhão de telespectadores viu na última segunda-feira, pelo canal GOL, a derrota da Fúria para as norte-americanas nas oitavas de final. As espanholas jamais haviam passado da fase de grupos no Mundial feminino. Os quatro jogos da seleção tiveram uma média de 892.000 espectadores. O duelo contra as atuais campeãs mundiais foi o mais assistido até hoje na Espanha envolvendo a seleção local e estabeleceu o recorde da temporada para a GOL, que tem as duas primeiras mulheres narradoras de futebol no país, Danae Boronat e Sara Giménez.

Sede do torneio, a França, assim como o Brasil, também transmite os jogos da Copa em TV aberta, pela rede TF1. Na abertura do Mundial, diante da Coreia do Sul, a emissora foi sintonizada por 44% dos televisores no país, com picos de 11 milhões de pessoas —triplicando a maior audiência já alcançada com um jogo feminino até então. Outro recorde batido vem da Inglaterra, onde a partida do English Team contra a Escócia somou mais de 6 milhões de espectadores. Na Argentina, segundo a TV pública que transmite o Mundial, pela primeira vez um embate televisionado entre mulheres no futebol teve cifra superior a 1 milhão de telespectadores em todo o país.

A Holanda, uma das sensações do torneio dentro e fora de campo, celebra a popularização da modalidade com o interesse sem precedentes por sua seleção feminina. O jogo das oitavas de final contra o Japão foi visto por mais de 3,5 milhões de pessoas, quase um quarto da população holandesa. O número é superior à audiência da final da Liga das Nações, em que a seleção masculina da Holanda acabou derrotada por Portugal. Na Itália, o confronto da equipe feminina com o Brasil rendeu 7,3 milhões de telespectadores. Dez dias antes, a Azzurra masculina havia enfrentado a Grécia pelas Eliminatórias da Eurocopa, em que registrou 2 milhões a menos de audiência que as mulheres na Copa.

Emissora oficial nos Estados Unidos, a FOX praticamente dobrou seus números em relação à edição de 2015. Já em comparação com o Mundial de 2011, o incremento de audiência é de 79%, marca que deve seguir a tendência de alta no embalo da seleção norte-americana, classificada para a semifinal e cotada como favorita ao tetracampeonato.

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