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Zoológico sueco sacrifica nove filhotes de leão por falta de espaço

Instituição tentou sem sucesso enviar as crias a outro parque ecológico

Dois filhotes de leão num zoo de Copenhague em 2013. Ampliar foto
Dois filhotes de leão num zoo de Copenhague em 2013.

O diretor do zoológico sueco de Boras, Bo Kjellson, admitiu neste domingo que a instituição sacrificou nove filhotes de leão nos últimos anos, por problemas de espaço, após tentar sem sucesso enviá-los a outros parques ecológicos. “É difícil de explicar, mas o certo é que não podemos manter determinados animais”, justificou Kjellson à rede de TV sueca SVT, após o vazamento da notícia de que essa decisão foi tomada com os filhotes nos últimos cinco anos.

Dos 13 exemplares nascidos desde 2012 no zoo de Boras (sul do país), que foram apresentados à imprensa com grande orgulho e inclusive receberam nome próprio, restaram apenas dois, informa o jornal sueco Aftonbladet em sua edição de domingo. Segundo Kjellson, a falta de espaço aumenta as possibilidades de agressão no grupo dos felinos, o que leva à necessidade de sacrificá-los, embora sejam animais jovens e saudáveis. Mesmo sendo crias, diz o diretor, não são considerados “bebês” porque logo começam a desenvolver personalidade de “adultos jovens” e, em sua opinião, é necessário “separá-los” do grupo.

A notícia dos nove filhotes de leão sacrificados causou comoção nos jornais escandinavos, que recordaram a ocorrência de casos parecidos no passado, com essa e outras espécies, seja por falta de espaço ou por motivos diversos. Em 2014, uma onda de indignação estourou nos países nórdicos quando a girafa Marius foi sacrificada e esquartejada num zoo de Copenhague e seus restos foram servidos como alimento a vários leões na presença dos visitantes.

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