Terremotos na Itália

Avalanche após terremoto deixa mortos em um hotel no centro da Itália

Hotel Rigopiano, que fica em de Abruzos, ficou soterrado após uma série de terremotos atingir o país

Interior do hotel Rigopiano após a avalanche. VÍDEO: EFE / QUALITY

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Ao menos três pessoas morreram e as equipes de emergência trabalham contra o relógio para resgatar cerca de 30 pessoas que continuam desaparecidas dentro de um hotel de luxo na Itália, na região dos Abruzos, depois que uma avalanche o soterrou em seguida de quatro fortes terremotos que afetaram nesta quarta-feira o centro do país. Antonio Crocetta, membro da equipe de Socorro Alpino que chegou à região esquiando esta madrugada, afirmou que “há muitos mortos” em declarações apuradas pela agência italiana Ansa. Tanto a equipe alpina de resgate quanto os bombeiros estão desde a madrugada de quinta-feira no hotel Rigopiano, um quatro estrelas de 43 quartos localizado perto de Farindola, na região de Pescara (Abruzos).

O socorro demorou várias horas para chegar ao local e só conseguiu esquiando e utilizando máquinas para retirar a neve, já que a estrada que leva até o hotel permanece interrompida com mais de um metro de neve e uma boa quantidade de árvores caídas. “Nossas unidades de resgate estão descendo dos helicópteros e começando a escavar”, disse Luca Cari, porta-voz dos bombeiros nacionais, segundo a agência Reuters.

No hotel havia 22 hóspedes registrados —dos quais não se sabe quantos estavam no local— e a eles se soma o pessoal que trabalhava no hotel. A equipe de resgate é formada por 20 agentes alpinos e sete bombeiros, além de seis ambulâncias.

Imagem promocional do hotel Rigopiano, de 2014.
Imagem promocional do hotel Rigopiano, de 2014.

O alerta foi dado pelos hóspedes que, no momento da avalanche, estavam fora do hotel fumando e não ficaram presos. Conseguiram se proteger a tempo em um carro —ao qual tinham ido“buscar alguma coisa”, segundo declarou aos médicos Giampero Parete, um dos sobreviventes— e foi aí que conseguiram enviar uma mensagem de texto (SMS) às equipes de resgate, que chegaram depois de várias horas. No SMS pediam ajuda e alertavam que estavam “morrendo de frio”. Foram encontrados com hipotermia e transferidos ao hospital de helicóptero, mas não se teme pela vida desses dois homens. Contaram que a avalanche tinha “uma força incrível” e informaram que dentro do hotel havia entre 20 e 30 pessoas. Para a central de operações de Emergências afirmaram que dentro permanecem pessoas presas, mas não sabiam em que estado se encontravam.

O hotel fica a 1.200 metros de altitude em uma região montanhosa que permanece praticamente inacessível depois do abalo. A avalanche provocada por ele arrastou árvores, carros, animais e parte do edifício. Segundo o jornal La Repubblica, a estrutura —agora em parte reduzida a escombros— teria se deslocado dez metros em consequência do impacto da neve. Em um vídeo divulgado pela unidade alpina, é possível ver como o hotel está totalmente coberto pela neve, com partes destruídas e árvores caídas por cima.

Depois que na quarta-feira quatro terremotos de magnitude superior a 5,1 atingiram o centro da Itália, houve pelo menos outras 80 réplicas de várias magnitudes, todas elas abaixo de 4 pontos. Todos esses novos tremores complicaram o trabalho da equipe de resgate e aumentam o risco de novas avalanches. No total, cerca de 100.000 pessoas permanecem sem luz, 98.000 em Abruzzo e 14.000 em Marche, segundo a agência Ansa.

Interior do hotel Rigopiano, em uma imagem feita pelos bombeiros.
Interior do hotel Rigopiano, em uma imagem feita pelos bombeiros.EFE