Eleições Municipais

Supremo absolve Celso Russomanno, que disputará a Prefeitura de São Paulo

Deputado do PRB era acusado de desvio de verba pública, mas foi absolvido por três votos a dois

Celso Russomanno, em uma foto de 2015.
Celso Russomanno, em uma foto de 2015.Alex Ferreira (Câmara dos Deputados)

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Em 2014, Russomanno havia sido condenado na primeira instância por pagar uma funcionária da sua produtora de vídeos com verba do gabinete, entre os anos de 1997 e 2001. Ele recorreu ao Supremo, que julgou, na tarde desta terça-feira o recurso. Ganhou por três votos a dois. Votaram a favor da absolvição do deputado os ministros Dias Toffoli, Celso de Mello e Gilmar Mendes, que teve o voto de minerva. Eles entenderam que o deputado não se enquadrava no crime de peculato. A favor da condenação do deputado votaram a ministra Carmen Lúcia, relatora do processo e o ministro Teori Zavascki.

Se fosse condenado, Russomanno receberia a sentença de dois anos e um mês em regime semiaberto e seria enquadrado, automaticamente, na Lei da Ficha Limpa, tornando-o inelegível pelos próximos oito anos. Com o julgamento encerrado, o Supremo tira do candidato e sombra que deixava uma dúvida sobre seu nome na disputa, que inicia-se oficialmente na próxima segunda-feira, data limite para o registro das candidaturas. O julgamento estava marcado, primeiramente, para o dia 16, um dia após esse limite - capaz de torná-lo inelegível - mas o presidente da segunda turma do STF, ministro Gilmar Mendes, decidiu antecipar a votação para hoje.

A última pesquisa eleitoral, realizada pelo instituto Ibope, mostrou que Russomanno, candidato da Igreja Universal, lidera a disputa no primeiro turno, com 29% das intenções de voto, e em todas as simulações de um provável segundo turno.