Transparência Internacional

Escândalo da Petrobras faz Brasil piorar em ranking mundial de corrupção

País perdeu cinco pontos no relatório da Transparência Internacional, figurando na 76ª posição

Sede da Petrobras no Rio de Janeiro.
Sede da Petrobras no Rio de Janeiro. VANDERLEI ALMEIDA (AFP)

A organização não-governamental atribuiu a piora na avaliação ao escândalo envolvendo a Petrobras, alvo da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, e que "levou as pessoas às ruas em 2015". Pelo segundo ano consecutivo, a Dinamarca aparece no topo, com pontuação de 91 de 100, sendo avaliada pela população como o país menos corrupto —o relatório mede a percepção de corrupção e não os níveis reais devido ao sigilo envolvido nos negócios corruptos.

Acossado por escândalos e uma tensa relação entre oposição e Governo, a Venezuela também perdeu colocação e é hoje um dos países mais mal avaliados nesse setor: o país obteve apenas 17 pontos e ficou a dez posições de ser considerado pela população o mais corrupto do mundo (158° lugar), empatado com Guiné Bissau e o Haiti. Outros países que registraram as maiores quedas nos últimos quatro anos foram a Espanha, Líbia, Austrália, e Turquia.

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No lado oposto, a Grécia, Senegal e o Reino Unido são os que mostraram melhoras mais significativas nesse período. Líder no ranking como o mais limpo, a Dinamarca é seguida pela Finlândia, Suécia, Nova Zelândia, Holanda, Noruega, Suíça, Cingapura, Canadá e Alemanha, que divide a décima posição com Luxemburgo e o Reino Unido.

"Os países com melhor desempenho compartilham características chave: alto nível de liberdade de imprensa; acesso a informação sobre orçamento público – para que a população saiba de onde vem e como é gasto o dinheiro; altos níveis de integridade entre as pessoas no poder; e sistemas judiciários que não diferenciam ricos e pobres, e que são realmente independentes das outras esferas do governo", destaca a organização não-governamental.

Nas últimas posições, com 8 pontos e como os países mais corruptos, estão a Somália e a Coreia do Norte, precedidos pelo Afeganistão, Sudão, Sudão do Sul, Angola, Líbia, Iraque.

O índice é feito a partir de estudos comparativos de diversas instituições e organizações que analisam a opinião do setor privado sobre a corrupção no setor público.