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Ataque terrorista em Paris

Milhares vão às ruas na França para protestar contra ataque a semanário

Principais cidades francesas convocaram marchas espontâneas para condenar ataques

Milhares se manifestam contra os ataques ao 'Charlie Hebdo' em Nantes.
Milhares se manifestam contra os ataques ao 'Charlie Hebdo' em Nantes. AFP

Milhares de pessoas atenderam ao chamado do Sindicato Nacional dos Jornalistas (SNJ) francês e foram nesta quarta-feira à praça da República de Paris para condenar o ataque terrorista sofrido pela revista satírica Charlie Hebdo e mostrar sua solidariedade às vítimas. Os manifestantes responderam as convocatórias espontâneas realizadas por meio das redes sociais e muitos deles levantavam cartazes com os dizeres: “Je sui Charlie” (“Eu sou Charlie”).

Na concentração, parte do público mostrou cartazes de apoio à revista, alguns deles com imagens de caricaturas de Maomé. Outros manifestantes levantavam lápis e canetas como gesto de apoio à liberdade de expressão, segundo a mídia local.

Muitos dos presentes estavam emocionados e até choraram com exemplares da revista nas mãos. “É o dia mais triste da minha vida. Charlie Hebdo é uma publicação simbólica para a juventude francesa. Já não resta ninguém que faça uma imprensa de esquerda”, disse o estudante secundário Hugo à agência Efe. Outro jovem, identificado como Sasha, explicou que participa da manifestação para impedir que seja feita uma “mistura entre quem cometeu o atentado e todos os muçulmanos da França”. Outros participantes colocaram velas e cartazes no monumento que existe na praça, que fica no centro da capital francesa.

À manifestação de Paris se somaram outras em várias cidades francesas como Toulouse, Nantes e Lille. As redações dos meios de comunicação franceses também guardaram um minuto de silêncio em lembrança das vítimas e em apoio à revista.

Cidades como Bruxelas, Munique e Amsterdã se uniram à onda de protestos. E em Berlim foram depositadas rosas na frente da Embaixada do país em memória das vítimas.

Os partidos franceses de esquerda, por sua vez, convocaram uma marcha silenciosa no sábado às 15 horas na Praça da República de Paris. O protesto é aberto a todos os partidos.

#jesuischarlie

A imagem e a hastag #jesuischarlie (“Eu sou Charlie”) encheram as redes sociais nesta quarta-feira em solidariedade às vítimas do ataque contra a revista Charlie Hebdo, contra o terrorismo e em defesa da liberdade de imprensa. A frase, impressa em letras em branco e cinza sobre um fundo escuro, também ocupou o avatar de milhares de usuários, entre eles meios de comunicação internacionais de destaque e a própria embaixada dos Estados Unidos na França. Da mesma forma, também se transformou na imagem exibida pelos manifestantes que foram às principais manifestações de repúdio convocadas.

Um dos primeiros tuítes que apareceram com simbólica frase foi de Thierry Puget às 12:59, hora local francesa. Pouco depois, se tornou uma das palavras mais vistas nessa rede e apareceu, até agora, em centenas de milhares de posts. Os parisienses também imprimiram a imagem, disponível em vários idiomas, para pendurar em suas varandas e janelas.

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