EBOLA

Enfermeira espanhola com ebola tem quadro estável, apesar da gravidade

Outras treze pessoas estão internadas em observação no hospital Carlos III, em Madri

Equipe de saúde em um dos quartos dos pacientes isolados no hospital Carlos III.Vídeo: Atlas /Foto: Julián Rojas

O estado de Teresa Romero, a auxiliar de enfermagem que contraiu o ebola, permanece estável apesar da gravidade, segundo informaram fontes médicas nas primeiras horas da manhã. A paciente piorou ontem depois de sofrer uma parada respiratória, o que fez com que as autoridades de saúde de Madri qualificassem seu estado de “crítico”. Assim como ela, outras 13 pessoas estão internadas no hospital Carlos III da capital, sendo que ontem uma recebeu alta e outras sete foram admitidas.

Teresa Romero permanece no sexto andar do Carlos III em regime de isolamento. É o único caso confirmado da doença no momento. Nesse andar também está outra mulher, uma enfermeira que fez um primeiro teste de ebola que resultou negativo. Ela agora aguarda o segundo exame.

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O marido da auxiliar, Javier Limón, continua hospitalizado no chamado “piso de vigilância ativa de contatos de risco”. Nesse piso estão em observação cinco médicos (quatro homens e uma mulher) que foram admitidos de forma preventiva por terem atendido a auxiliar contaminada; duas enfermeiras e um supervisor de enfermagem (pelo mesmo motivo); um vigia e as duas cabeleireiras de Alcorcón (município da região de Madri em que vive a doente) que fizeram depilação em Romero. Todos estão assintomáticos.

Ontem à noite um homem, enfermeiro, recebeu alta depois que todos os seus exames deram resultados negativos.

A ministra da Saúde, Ana Mato, preside hoje o primeiro Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (SNS) dedicado totalmente ao ebola, depois que se soube do contágio da auxiliar de enfermagem Teresa Romero na segunda-feira passada.

Mato informará as comunidades sobre todos os passos que estão sendo dados para controlar o vírus, a situação será analisada e os procedimentos serão postos em funcionamento depois de se confirmar o contágio, assim como os contágios de risco, em referência ao marido da paciente, e os casos em investigação, que incluem as pessoas que tiveram contato com ela.

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