Um morto e um ferido em tiroteio em uma escola do Tennessee

Polícia cercou a área próxima à escola de Knoxville e prendeu um suspeito

A polícia mobilizada nas proximidades do colégio East Magnet de Knoxville (Tennessee), onde na segunda-feira ocorreu um tiroteio com várias vítimas.
A polícia mobilizada nas proximidades do colégio East Magnet de Knoxville (Tennessee), onde na segunda-feira ocorreu um tiroteio com várias vítimas.Brianna Paciorka/News Sentinel / Reuters

Um homem morreu e um policial ficou ferido em um tiroteio ocorrido nesta segunda-feira em um colégio de Knoxville, no Estado do Tennessee, segundo informação do departamento local de polícia durante a tarde. Um suspeito foi preso para averiguação do ataque, que ocorreu às 15h15 (16h15 de Brasília) e cujos detalhes ainda são desconhecidos. O fato acontece semanas depois de dois outros trágicos tiroteios, em Atlanta (Geórgia) e em Boulder (Colorado), que reacendeu o velho debate sobre o porte de armas de fogo entre a população civil.

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Como explicou a polícia, os agentes do corpo local foram ao Austin-East Magnet High School em resposta à informação de um homem que estava no lugar “possivelmente armado”. Ao se aproximar do sujeito, ocorreram disparos. Um dos agentes foi atingido pelas balas e levado ao UT Medical Center com feridas que não fazem com que ele corra risco de vida. Outro homem foi declarado morto e um foi preso para o prosseguimento da investigação. Não há informação de outros feridos por arma de fogo, de acordo com a polícia.

O superintendente dos colégios do condado de Knox publicou uma mensagem no Twitter em que dizia que o edifício do colégio citado foi cenário de um tiroteio, que ainda estavam reunindo informação sobre esta “trágica situação” e que os estudantes “não envolvidos” no incidente já haviam se reunido com suas famílias. Em um primeiro momento, os alunos foram reunidos em um campo de beisebol.

O tiroteio acontece quatro dias após o presidente, Joe Biden, apresentar um pacote de medidas para endurecer o controle da venda de kits para fabricar em casa armas sem número de série, denunciando a “vergonha nacional” que, em sua visão, significa o elevado número de tiroteios registrados todos os anos nos Estados Unidos. Outras iniciativas legislativas mais ambiciosas – sobre armas de assalto, entre outras – estão paradas no Congresso.

A história lembra, entretanto, que sequer as matanças que causaram mais espanto, como a realizada por um aluno de outro colégio de Parkland (Flórida) em 2018 e a da escola primária de Sandy Hook, em Newton (Connecticut) em 2012 conseguiram mudanças substanciais no acesso às armas de fogo.

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Na quinta-feira, no mesmo dia em que Biden anunciava suas medidas e criticava esta “epidemia”, o governador do Tennessee, Bill Lee, onde ocorreu este último tiroteio, assinou uma lei para permitir a todas as pessoas de mais de 21 anos a portar (a descoberto ou oculto) revólveres e pistolas sem a necessidade de um treinamento e comprovação de histórico criminal como pré-requisito. A nova legislação, que exclui as armas de grosso calibre, entra em vigor em 1 de julho.

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